22 de abr de 2008

Cecília e a aceitação pelo adocicado da vida.

Cecília sempre foi doce. Adocicada como as sílabas de seu nome. Mas ela não gostava de sua doçura. Às vezes, sentia raiva. Por ser doce, tinham que achá-la frágil?

Cecília quis mudar sua percepção. Saiu para saber como as mulheres fortes agiam. Mas ela não sabia ser uma delas, com todo aquele temperamento ardido das mulheres atuais.

Foi numa dessas noites que Cecília conheceu Eduardo. Ficou com medo dele. Era alto, forte e, apesar de não acreditar, era inteligente demais.

Cecília resolveu deixar todo o resto no passado. Seus diálogos mal-resolvidos e sua vontade de ser apimentada.

Agora, Cecília gosta de ser doce porque Eduardo saboreia cada grãozinho de açúcar contido nas palavras da moça.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
"A gente se apertou um contra o outro.
A gente queria ficar apertado assim
porque nos completávamos desse jeito,
o corpo de um sendo a metade perdida
do corpo do outro."
(Caio Fernando Abreu)

5 comentários:

Fê Probst disse...

Que Cecília e Eduardo sejam felizes.

Antônio disse...

Eu gosto de mulheres doces. Espero não ter problemas com diabetes tão cedo. =]

Beijo!

Mi disse...

Oi, Ná! Voltei!!! :)

Já me senti exatamente como Cecília, acredita? Vontade de ser azeda e quase-má! Ser boazinha, às vezes, cansa a beleza. Mas antes que aparecesse o "Eduardo", me dei conta que sou o que sou e não vou mudar (em essência). Logo, quem quiser que aprenda a saborear cada atitude. Se bem que, no momento, confesso: ando mais como um adoçante - efeitinho residual amargo! Mas é fase, E QUE fase! haha

Beijinhos!

Silêncio de Chumbo disse...

to achando que tem alguem apaixonada ae...

Lola disse...

Concordo que a mulheres atuais estao com um temperamento ardido.