21 de ago de 2007

O fim

Essa é a última crônica das "Histórias de Apartamento". Ainda não consegui pensar num final feliz para a minha personagem porque final feliz é pra contos de fadas e não pra crônicas. O que escrevi se assemelha à realidade de muitas mulheres que vivem nas grandes cidades, trabalhando demais, preocupando-se muito e procurando sempre um amor. Entretanto, tenho certeza que você, mesmo não morando numa cidade como São Paulo, pode ter se identificado com a moça do olhar desbotado. Eu tenho uma sugestão: que tal se você ficar responsável pelo final feliz da personagem? É isso mesmo. Viva o final feliz dela e... aproveite! Não se esqueça do que é importante: "Viver".

Era sexta-feira. O ponteiro beirava as 17h. Ela, sem expectativa nenhuma, olhava o relógio enquanto digitava algumas páginas das milhares que ainda faltavam. Sua face já não tinha mais cor e seus olhos haviam perdido toda a vitalidade. Sentia que sua esperança era vã e que as palavras e promessas foram descartáveis. Durante algum tempo estivera tão certa e decidida mas, depois da tempestade de acontecimentos, não sabia o que fazer. Na realidade, já não sabia no que acreditar.

O segredo dele era o olhar. Aqueles olhos, cheios de mistérios, que sugaram sua alma para um labirinto de incertezas. Apertadinhos e negros como a noite, transmitiram idéias, pensamentos, carinhos...mas a abandonara e, por vontade própria, esquecera do sentimento que fizera brotar...

Sentia suas asas quebradas, como um anjo machucado e ferido. Uma dor imensa assolou seu coração ao pensar que todas as suas esperanças foram afogadas. Tinha vontade de se afundar nos papéis, nas letras, nas leis, nas histórias... Sabia que precisava reagir, recuperar-se. Não havia perdido nada, apenas deixara de ganhar.

Agora, o que incomodava era a saudade que ela sentia de si mesma. Saudade de quando ela sabia se desvencilhar de todos os problemas...

20 de ago de 2007


Sentou no sofá a espera de algum telefonema. Ela só queria ouvir a voz de alguém. Uma única frase bastaria para que ela dormisse feliz.

Horas e horas tentando atrair o toque do telefone com o pensamento e nada. Quem poderia ligar naquele momento? Ninguém.

Há mais de dois meses o telefone não tocava para faze-la se sentir importante. Por que iria acontecer hoje?

Desanimada, levantou vagarosamente. Pra que ficar a noite toda no sofá? Pôs-se em direção à porta. Aonde iria ela agora? Novamente ao elevador?

Cada passo acelerava seus batimentos, sua respiração e sua ansiedade. Pisava firmemente, não tinha dúvidas do caminho a seguir.

O destino era o de sempre. Estava decidida. Não havia perdido tudo para o espelho da gaiola gigante?

Queria recuperar seu brilho, sua cor, suas sardas, sua alegria. Queria ser feliz. Por que ficar esperando alguém lhe contar sobre sua importância?

Apertou o botão. A porta abriu. Involuntariamente, seus pés caminhavam. A gaiola gigante esperava por ela.

Novamente encontrou a moça de olhar cansado e desacreditado, a pele continuava desbotada. Estava ali ainda? Por que não libertá-la?

Naquela noite, ela quebrou o espelho e retirou de lá suas forças.

Enquanto isso,dentro do apartamento, o telefone tocava insistentemente sem ser ouvido...

19 de ago de 2007


A cama desarrumada significava alguma coisa que ela não sabia entender. Havia dormido tão bem durante a noite, porém nunca reparara na cama ao acordar.

O lençol branco, amassado e delicadamente solto sorria para ela. Era como se ela tivesse encontrado novas forças para mais um dia.

Abriu o chuveiro e deixou a água cair. Ouvia o barulho da água e se deliciava com ele. Havia melhor coisa que aquela sinfonia?

Era impressionante a sensação daquela manhã. Sonolentamente se despiu e deixou a água deslizar sobre seu corpo.

Queria começar o dia de maneira diferente.

Sabonete, Shampoo, Condionador, água, água, água...água que lava, água que leva...lava, leva, lava... toalha, roupão.

Sentia-se feliz, descansada. Vestiu-se. Olhou para o espelho.

Estava satisfeita com sua roupa, com suas formas e com seu cabelo. Há quanto tempo não se sentia assim?

Caminhou até a porta. Seus movimentos se tornaram mais leves. Elevador ou escada?

Poderia optar por qualquer um deles, mas resolveu descer a escada.

Todos os dias passados havia subido e descido pelo elevador, era ali que encontrava a imagem que a atordoava durante resto do dia.

18 de ago de 2007

Levantou-se. O dia estava úmido, o céu cinza e a chuva caía sutilmente. Não era um dia qualquer, era um dia estranho.

Sentia-se inexplicavelmente feliz, como uma criança a descobrir as novidades do mundo, como aquela criança prestes a pegar sua mágica de algodão.

Numa epifania súbita descobrira que não deveria procurar a pessoa ideal e sim esperar o tempo ideal. Finalmente compreendeu que essa pessoa era ela mesma.

Sorriu. Não estava apaixonada, não havia ganhado na Mega Sena, ninguém elogiou seu cabelo, mas ela abriu um vasto sorriso, intermédio de uma gargalhada. Como podia se sentir horrivelmente feliz? Vestiu sua melhor roupa, levantou a cabeça e saiu.

ELE não conseguia entender o que acontecera. Percebeu quando ela chegou radiante à empresa naquela manhã. Caminhava com andar seguro e ostentava um sorriso.

Conhecia aquela mulher. Não era sua colega de trabalho com quem trocava duas ou tres palavras ao longo do dia? Mas por que aquela expressão quase culpada de felicidade?

Com certeza não era ela, que sempre olhava para o chão dentro do elevador. Ficou interessado. O que ela escondia?

Sentiu-se extremamente inseguro. Será que tinha uma nova paixão? Por isso estava tão feliz? Decidiu arricar.

Convidou-a para um almoço... um jantar... um filme... uma viagem...

Apaixonaram-se... o que não quer dizer que viveram felizes para sempre. Mas você se importa?

O importante é que viveram.

17 de ago de 2007

O dia seguinte

Trancou a porta. Nunca havia prestado atenção ao barulho que a fechadura fazia ao virar a chave. Naquele momento, sentia-se alguém muito distante de si mesma. Após um dia cansativo, estava preocupada com processos, audiências e clientes.

Caminhava lentamente ao encontro do elevador e a cada passo lembrava do dia ruim que tivera.

Quem era ela agora? Tentava se descobrir.

Os olhos já não brilhavam da mesma forma que costumavam brilhar quando ela tinha 15 anos. A pele se tornara pálida com o passar do tempo. Minuciosamente procurava, todos os dias, alguns fios de cabelos brancos. Olhando-se no espelho, tentava encontrar a moça graciosa que há muito tempo havia desaparecido. Como pôde se perder em tão pouco tempo?

Tirou a roupa e se sentiu mais leve. Teve a impressão que carregara todo o peso daquele dia nas peças que vestia.

Olhou a seu redor. Via-se sozinha. A água morna da banheira a atraia de maneira estranha. Precisava daquele banho. Precisava relaxar e se sentir humana novamente. Será que um banho conseguiria trazer de volta tudo que havia perdido?

Ela estava cansada dos rituais diários, das conversas ao telefone, das audiências intermináveis e da falta de sensações daquela vida que escolhera, assim como se cansou do antigo amor.

Queria ser renovada, e foi com tal esperança que mergulhou na banheira aquela noite.

16 de ago de 2007

Histórias de apartamento

Há um tempo atrás, comecei a escrever algumas histórinhas contando a vida rotineira das pessoas que vivem para o trabalho e, quando se dão conta disso, já estão velhas e nem sabem como é que deixaram os seus sonhos morrerem. Resolvi que, depois de algumas melhoras nelas, vou postar pra vocês. São crônicas bonitinhas mas de profundo peso psicológico. Espero que gostem. (Qualquer semelhança com a coincidência (não) é mera realidade.)




Quando abriu a porta de casa, ainda era ela, apenas a menina alegre, de olhar brilhante, que acreditava na humanidade. Começou a aprofundar-se no seu apartamento. Chegando ao quarto, olhou-se no espelho e ficou surpresa. Quem era aquela mulher que a olhava espantada? Não era capaz de reconhecer. Aparentava ser alguém comum, de olhar cansado, conformado e descrente. Algumas marcas de expressão na testa. A típica pessoa dos elevadores abarrotados de gente no final da tarde.

De repente, se deu conta: ela havia envelhecido. Desistira de lutar por seus sonhos. Aliás, havia deixado de sonhar há muito tempo, mas ela não se lembrava em que momento isso havia acontecido.

Sentiu um rubor subir-lhe o pescoço, o rosto estava avermelhando. Ela se sentia envergonhada! Tinha se tornado uma pessoa comum e possuido um destino tão comum quanto ela!

Aproximou-se do espelho e notou que seus olhos, antes tão vívidos, e as sardas que ostentava com orgulho, pareciam desbotados. Como isso tudo pôde acontecer? Como tinha deixado chegar a esse ponto sem perceber o que estava fazendo? Quanto tempo havia se passado?

Dentro de seu peito aflorou o desejo de ser a menina feliz novamente, correndo para casa com seu uniforme da escola, carregando seus livros e comprando algodão - doce.

Ela não queria mais ser aquela mulher estranha em um elevador, depois de mais um dia de trabalho, voltando para casa.

14 de ago de 2007

Sobre o amor


Eu não tô aqui pra teorizar sobre o amor, muito menos sobre amores mal-resolvidos. Aliás, eu acho que nem entendo muito sobre isso, mas peguei um pouco do que aprendi com as minhas experiências e parei pra pensar nas coisas que acontecem com as pessoas. Não só comigo, mas com metade desse povaréu que anda por esses lugares lotados (fila de banco, praia, centro da cidade). A verdade é que todo mundo sofre ou já sofreu de dor-de-cotovelo. Não importa se essa dor é recente ou de estimação, mas é certo que têm amores mal resolvidos ou aquela paixão que não se evaporou por inteiro.
Essa semana, numa conversa com um amigo, fiquei pensando sobre o assunto. Cheguei à conclusão que, se não for verdadeira, pelo menos faz sentido.

As pessoas não estão gastando o amor. É isso mesmo. Os amores não são consumidos até o fim e, por isso, ficam assombrando as pessoas.

Aham, o amor acaba. Essa história de que o amor é pra sempre é lorota de contos de fadas. Não importa o tempo que leve, pode ser cedo ou levar mais de 20 anos pra isso acontecer. Na verdade, não é bem um fim, mas uma transformação. O amor vira amizade, parceria, companheirismo, lembrança... e, se for devorado até o fim, a transição é suportável. Agora, quando o amor é interrompido antes de se esgotar... ah, meu bem, vira uma dor-de-cotovelo in-su-por-tá-vel!

O amor precisa ser vivido, saboreado, mastigado, digerido! Esse tal de platonismo só funciona em novela e ainda corre o risco de ser "morto" pelo escritor porque tá tirando a audiência.
A vida real demanda energia mas falta tempo pra esperar, pra gastar! Viver precisa de totalidade. Precisamos passar por etapas no amor:

1 - atração, 2 - paixão, 3 - amor, 4 - convivência, 5 - amizade, 6 - tédio, 7 - FIM.

Esses itens precisam ser percorridos um a um até chegar ao ponto crucial do ciclo. Como já disse, pode levar algumas semanas ou durar muitos anos, mas precisamos passar por todas as etapas para que não haja espaço para as fantasias. Caso contrário, nossa vida vai empacar e seremos impedidos de viver novos amores. Se não chegarmos ao tédio e ao fim pela ordem natural do sentimento, se esse amor for "cortado" pela metade, ficamos imaginando as possibilidades de continuidade. A gente vai ficar pensando no que poderia ter dito e não disse, feito e não fez.

Por isso, sou a favor de gastar o amor. Use-o até o fim. Passe pelo que for, atravesse os obstáculos e não economize amor.

Saboreie aos poucos, deguste do adocicado inicial até o amargo final.

Amor é ciclo e precisa se completar sempre. É a vivência de todas as etapas que vai deixar a gente ser feliz ... Retomando o caminho a todo momento.

Olhe, pule, grite, fale, beije, abrace... chore! Só não deixe o medo te derrubar.

O medo pode levar a felicidade para o caminho oposto.

12 de ago de 2007

Cada um é aquilo que pratica

O título mostra minha crença no fundamento espiritual que há nela.
Estamos tentando nos definir a cada dia. Quando escuta "Quem é você?", aonde busca a resposta? Ah, não vá me dizer que corre na gaveta da sua avó e encontra uma matrícula das suas ações!

Você é aquilo que faz. Nada mais.

A prática de boas ações o torna uma boa pessoa, o que não quer dizer que se torne bobo. Boas pessoas buscam o bem do próximo e o desenvolvimento como ser humano.

Ultimamente é o que tento "colar" nas mentes destruidoras que encontro nas salas de aula, mas estas so querem "colar" nas paredes aquela identidade sem registro de atitudes.
Quando ao Batista perguntaram quem era não disse que se chamava João, nem que era filho de Zacarias; não se definiu pelos pais, nem pelo apelido. Só de suas ações formou a sua definição: Ego vox clamantis (Eu sou a voz que clama).
A. Vieira, op.cit., v.1, t.1, p.212.

A mim, basta saber que sou a ladra de flores à beira do abismo ou até mesmo aquela que se atrasa para chegar no momento futuro pois viveu intensamente o presente.

E você, quem é?

10 de ago de 2007

A Melhor Invenção

Medalha de Ouro para ... a Música.



A música é o maior instrumento de aproximação que pode existir no mundo. Através da música, fazemos amigos. Esse é o principal motivo para eu dar o 1º Lugar a ela. Preparei, então, um pequeno "catado" para apresentar a vocês a nossa mais antiga manifestação da arte.

A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias.

Definir a música não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza no tempo. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, a música já se modificou, já evoluiu. Como "arte do efêmero", a música não pode ser completamente conhecida e por isso é tão difícil enquadrá-la em um conceito simples.

A música eleva os sentimentos mais profundos do ser humano. Não é necessário gostarmos de todos os estilos, porém conhecê-los.

Da diversidade de interpretações e também das diferentes funções em que a música pode ser utilizada se conclui que a música não pode ter uma só definição precisa, que abarque todos os seus usos e gêneros.

A música me rendeu muitos amigos, muita alegria e muita felicidade. E vocês, não são inspirados pela música também?

Vejam, no link abaixo, um bom exemplo de música como arte.

http://www.youtube.com/watch?v=y8YjtozRX1o


9 de ago de 2007

As 5 Melhores Invenções

Como "adentrei" a comunidade "bloguística" a poucos dias, o Vinicius, do "Morar Sozinho", me convidou para participar do "meme" que ele promoveu nesta semana. O assunto abordado é as 5 melhores invenções, na minha opinião.
Colocarei aqui as 4 melhores, deixando a Primeira para amanhã, num post especial:


5º Lugar - O SALTO ALTO
Tudo bem, os seres do sexo masculino podem até não entender essa classificação para eles, mas nós, mulheres, sabemos muito bem que ele é tão importante quanto um pretinho básico no guarda-roupa. O salto alto é, há muito tempo, considerado um poder de sedução. No século XV, o parlamento inglês promulgou uma Lei dizendo que "toda mulher que seduzir um homem para que ele se case com ela, utilizando-se de sapatos de salto alto ou outros artifícios(...) será castigada com as penas de bruxaria". Dá pra perceber o teor de sedução que esse nosso amigo possui? Além de sedutor, o salto alto é algo muito importante para as mulheres com estatura baixa (assim como eu). Imagine o que seria de nós, baixinhas, sem ele?


4º Lugar - MEIAS DE DEDINHO
As meias de dedinhos foram uma boa invenção, principalmente para quem tem os pés gelados como eu. Essas meias são produzidas com lãs e você encaixa nos dedos, como se fossem luvas! No inverno é a melhor opção para quem quer tirar aquela pedra de gelo do próprio pé.


3º Lugar - LIVROS
Segurem-se. Vou explicar. Não precisam pensar "Puts, que nerd". Vocês vão entender o que eu quero dizer quando afirmo que Livros merecem o 3º lugar. Quando fazemos uma boa escolha, o livro pode nos causar grande prazer e satisfação. Muitas vezes, acabamos conhecendo lugares através dos livros. Podemos saber sobre a cultura, geografia, população...e até fotos encontramos! Melhor que isso, só visitando os lugares e conferir com os próprios olhos. Ah, não posso esquecer de livros que relatam histórias fantásticas. É tão bom interagir com um mundo impossível, viver histórias de amor que passam de geração para geração. Tente escolher um livro interessante e... boa leitura!

2º Lugar - CHOCOLATE

O chocolate merece a medalha de prata aqui no meu blog. Alimento popular que tem diversas formas de apresentação, pode ser bebido com leite ou em tabeletes. É apresentado em muitas versões: ao leite, branco, meio amargo, com amendôas ou avelãs, com ou sem recheio, etc... Nutritivo e pode ser utilizado de várias formas, sempre deixando um sabor agradável. Além disso, o chocolate apresenta, ainda, um estimulante... liberando endorfina e causando uma sensação de felicidade nas pessoas que o consomem. Algumas pessoas trocam tudo, ou qualquer coisa, por um bom chocolate!


Você tem preferência por algum chocolate? Eu não, podem me mandar de todos os tipos que ficarei muito feliz! ;D

8 de ago de 2007

O hiato criativo na rotina do homem


Hoje é a primeira postagem do Soda Cáustica & Guaraná e eu queria escrever um post muito interessante. Porém, um problema assola esta que vos escreve: O Hiato Criativo e o Albinismo Mental.


Quantas vezes vocês precisavam escrever algo muito bom e perceberam que estavam mentalmente albinos? Aquela letargia intelectual invadindo o espaço da criatividade que, por sinal, se jogou da janela num ato suicida... Essas coisas são tão frequentes na vida das pessoas, que resolvi dedicar um post a esse assunto.

Descobri que tentando escrever construimos uma barreira entre o pensamento e o vocábulo. "Há algo invisível e encantado" entre essas coisas. Aceleramos cada choque neurológico para tentarmos encontrar aquela palavra chave, só uma, a especial, que consiga nos inspirar e produzir uma dissertação, uma narração, um poema, qualquer coisas que seja escrita e transmita um fio de coerência...é neste momento crítico que precisamos de um cérebro, um canal, código, mensagem... um receptor!!

Ah, sim, não posso me esquecer que em alguns momentos uns olhares, uma boca e uma língua também pode nos ajudar a ressuscitar a nossa criatividade ou, então, evitar que ela pule a janela.


Aonde estão as palavras que procuramos? Encontrem o sequestrador de vocábulos!

Tragam-o de volta!

Um léxico nunca mais será suficiente para nós, pessoas.