20 de jul de 2008

Não, sem dor!

Penso, não sem dor, em tudo que nos aconteceu.

Eu não tinha pressa, não tinha esperança. Ao contrário disso, eu sabia que algo estava errado. Sabe aquela voz que diz pra você que é hora de parar antes de se machucar? Ela falava comigo, mas eu não a escutava.

Agora, de certa forma, estou ferida. Não pelo tempo que se passou, não pela esperança de tê - lo ao meu lado, ou de vê-lo lutar por algo que acreditasse. Quer dizer, não por ver que não acredita no mesmo que eu. Talvez esteja ferida por mim mesmo, por não me perdoar. Acho que cheguei em algum lugar que não conseguia chegar. O perdão, não ao próximo, mas a mim.

Enquanto tento escrever sobre isso, lágrimas correm e a música não cessa.

Sinto-me fraca ao pensar que perdoei tão facilmente as palavras proferidas. Queria sentir o sangue ferver ao lembrar de tudo que foi dito, gargalhar como bruxa ao recordar da mensagem enviada. Queria dizer que não te perdoaria jamais no dia em que você se mostrou arrependido. Ao invés de tudo isso, o que fiz? Perdoei antes mesmo do seu pedido. Perdoei só para não me cutucar todos os dias com aquilo que eu ouvi e não gostei. E perdoei porque não sou capaz de sentir a raiva que gostaria de sentir.

Mas, e agora? O que faço de mim com essa falta de perdão? O meu, não vem. Não enquanto eu olhar pra você e sentir vontade de estar ao seu lado, ou ainda sentir a mão se mover em direção ao telefone para te ligar. Meu perdão vai ficar estacionado e só se moverá no momento em que eu não mais precisar escrever sobre você.

E, assim, começa mais um conflito interno com o meu consentimento. Minha razão e meu coração. Dois pontos divergentes, duas contradições que carrego dentro de mim e que dilaceram cada pedaço de minha alma, que clama por um consenso.

Personifico essa contradição em minhas palavras, com o uso de tantos “nãos” e tantos “perdões”.

Eu ainda tentarei sobreviver a tudo isso. Mas como disse uma vez, não me basta a sobrevida, eu quero viver. E eu vou conseguir, nem que tenha que cortar um pedaço de mim para atingir a plenitude.

Agora vai o meu aviso: Coração e razão, se resolvam logo. Se não conseguirem, eu arranco um dos dois da minha vida...












"He tries to pass it by
As he tries to pacify her
But what´s inside her never dies."
(Amy Winehouse)

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Mimos:
Ganhei da , o selo Prêmio Blog Inteligente
E do Adriano, ganhei um selinho inédito: Um Blog Amado
Obrigada, queridos!

18 de jul de 2008

Idéias Bizarras

Hoje é sexta-feira, dia de festa e alegria! Ando com tantas coisas para escrever, meus mimos, tantas, mas ainda estou tentando encontrar a forma menos dolorosa de escrê-las, sabe? Na verdade, nem sei se é dor o que sinto, mas é algo que ainda corta um pedacinho da minha capacidade de comunicação. Entretanto, o que vim fazer aqui hoje é apresentar uma promoção que tá rolando na globo.com. Como eu sei dela? Um amigo meu, carioca e bizarrinho, me deixou um scrap no orkut contando sobre. Ele trabalha nessas coisas meio doidas e pediu minha ajuda para divulgar a campanha. Como sou um ANJO, um ANJO mesmo, resolvi dedicar um post aqui para ajudá-lo. Fui justa?

Neste site http://ideiasbizarras.globo.com/ temos em exibição o fim do comercial de pé de pato. Vocês já viram? Bem, eu nunca havia visto antes... porém, entretanto, contudo, todavia... risos, fui obrigada a vê-lo.
O que isso tem a ver com a promoção? Oras, simples, gente!
Você só precisa gravar um vídeo com um final bizarro para um comercial, cadastrar-se gratuitamente na Globo.com, enviar o seu vídeo e torcer para que ele seja o mais bizarro de todos, lógico.
- Tá, e o que eu ganho com isso, pitanga azeda?
Você concorre a uma SCOOTER! [Bem, não vejo muita graça na bichinha, mas pra quem nunca ganhou nem um pirulito em sorteios, se ganhasse uma dessas tava valendo!]

Por enquanto, esse foi o mais bizzaro:




Beijos!

16 de jul de 2008

Fas[c]es de mim

Sempre fui muito clara com as pessoas. Não tenho o hábito de convencê - las daquilo que não acredito. Já disse muito mais sobre mim do que precisavam saber, expondo meus medos e me tornando vunerável aos ataques planejados. Coloquei muita coisa em jogo por ser sincera demais.

Sou temperamental e desastrada. Meu humor é ácido e nem sempre gostam de ouvir o que tenho a dizer, por isso ando mais calada que de costume.

Sei o que quero, mas nem sempre sei como chegar aonde quero. Já coloquei muita gente incerta pra correr, embora eu goste de gente indecisa, mas não o tempo inteiro. Conheci muitas pessoas interessantes e elas não sabem aonde querem chegar até hoje.

Quebrei paradigmas, mudei meus valores, busquei coisas que não faziam sentido.

Já fui muito incompreendida e corri atrás de meus sonhos sem precisar pisar em ninguém. Nunca tive o hábito de usar as pessoas.

Eu já me decepcionei muito por acreditar nas pessoas, mas meu coraçãozinho sempre pede que eu dê mais uma chance, mesmo que depois eu tenha que colar os mil pedacinhos destruídos de minha alma.

Acreditei demais e quebrei a cara. Acreditei de menos e fui surpreendida. Aprendi que a justiça divina não falha, eu não preciso sujar minhas mãos, muito menos a minha dignidade por nada. Cada coisa tem a hora certa para acontecer e todo mundo paga por seus erros. Inclusive você.

Cometi erros. Muitos. Mesmo assim, sigo em frente, levanto a cabeça, limpo minhas roupas, ajeito o cabelo; Uma unha ou outra sempre acabam quebrando nessas quedas, mas voltam a crescer, portanto deixei de me preocupar com elas.

Me adaptei à muita coisa nova e acreditei mais uma vez que alcançaria o céu! Consegui ser contrária a mim mesma por muitas vezes e, acredite, ainda sou! Minha consciência vive tranquila: não vivi nada pela metade.

Fui proprietária dos maiores castelos de cristais nas nuvens, mas também quebrei milhares deles. Procurei amores e dispensei-os com a mesma intensidade. Desejei ser borboleta e vivi tentando me encontrar, inconformada com a condição de ser humano. Agradeci a Deus pelo dom da VIDA que me foi concedido.

Perdi meu poder de regeneração e cansei dos contos de fadas,embora ainda espere vivê-los. Já me tornei um personagem cliché de uma história escrita em lugar-comum. Vivi hiatos criativos que duraram meses, e ainda os vivo com freqüência.

Já aspirei à inquietação da alma por muito tempo e, também, que ela ficasse quietinha e calma, contentando-se com aquilo que podia sentir. Preferi carregar o caos dentro de mim, desejando sempre gerar uma estrela.

Já me fiz tão iminente quanto os sinos badalantes, me desafinei como uma caixinha de música e perdi o equilíbrio como a bailarina! Perdi a coragem e desanimei perante a mutabilidade da vida...

Fui minha força de lutar e minha vontade de vencer. Fui também as críticas que voltaram à mim por medo de surpreendê-los, mas fui, ainda mais, os elogios que recebi.

Sou os amigos que passaram por mim, aqueles que se foram, os que ficaram, e os que ainda hão de chegar. Eu sou tudo que eles me permitiram ser.

Já fui aluna e ainda sou. Conversei em hora errada, tomei muita bronca, tirei nota vermelha e deixava pra estudar nos últimos bimestres. Depois tive que recuperar o tempo perdido, estudar e ralar muito... para me tornar Professora. Me orgulhei dos meus atos e dos atos de outras pessoas. Tive orgulho dos meus alunos, das notas alcançadas, das dificuldades superadas.

Eu já fui fogo depois de ser cinzas. E me reergui delas. Sobrevivi.

Tive dor-de-cotovelo, dor-de-barriga, dor-de-cabeça, dor de amor... [E como tive!]

Me levantei de tombos incalculáveis. Sucumbi à vôos indeléveis. Já me tranquei no quarto e chorei por horas a fio, sem me lembrar que havia um mundão que eu não conhecia lá fora.

Magoei pessoas da mesma forma que fui magoada. Sonhei, dancei, brinquei...Fui criança e ainda resta muito dela em mim!

Já briguei com meus pais e depois percebi o quanto amava cada um deles, como se fossem pedaços de mim. Aprendi a somar elementos em minha personalidade, a conservar defeitos e qualidades. Me mantenho em construção a cada dia. Já paguei muito mico e continuo pagando.

Eu já fui a menina do sorrisão estampado. Fui um estado de espírito e uma princesinha, dona de seu próprio reino. Eu vivi intensamente o momento presente e me atrasei para o seguinte...

Já me senti ferozmente dilacerada pelo sofrimento, mas a ilusão e a esperança dessa coisa chamada "amor" é o que tem me mantido viva. O Amor que sinto pela humanidade, a fé que eu ainda boto no mundo! Mesmo que eu veja, algumas vezes, a minha capacidade de amar ser destroçada, proibida, impedida, eu ainda acreditarei.

Eu SOU bastante forte para sair de todas as situações dificeis em que me meti, embora eu tenha sido suficientemente fraca para entrar.

Acho espantoso VIVER: acumular memórias e afetos!Daqui pra frente, decidi andar sempre distraída, pois não há nada a ser esperado, nem desesperado

Sou fases da minha vida. Sou a MINHA PERSONAGEM EM CONSTANTE CRIAÇÃO.

Posso ser a Dorothy e ir ao Mundo de Oz, se eu quiser! Posso ser tudo aquilo que ninguém imagina.

E apesar de tudo isso, eu ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional!

15 de jul de 2008

PS I Love You

Há algum tempo, minhas amigas resolveram ir ao cinema. Dois filmes em cartazes aqui na minha cidadezinha: I´m the Legend e P.S. I Love You.

Insisti muito para que víssemos o tal P.S. afinal, ninguém merece ver o Will Smith caçar zumbis no domingo a noite. Porém, mesmo com todo o empenho de minha parte, recusaram e preferiram ver a Lenda.

Algum tempo depois, surgiu aqui em casa, como quem não quer nada, o filme que eu queria muiiito ver.

P.S. I Love you retrada a história de um casal apaixonado que passa por momentos dificeis. Entretanto,o mocinho da história tem um problema de saúde e deixa sua esposa sozinha. Para uma mulher extremamente dependente de seu amante, a vida começa a ficar dificil e a única vontade que ela tem é de se encontrar com ele.

Antes de partir, ele já havia preparado algumas coisas pra ela. Cartas. Cartas de amor. Não para lembrar dos dois, mas para lembrar dela. De como ela era, dos sonhos que tinha, e do que ela gostaria de fazer. E assim começa uma jornada. Viagem para irlanda, brigas, desentendimentos, momentos cruciais para a retomada da vida.


Confesso à vocês que fiquei surpresa com o filme. Não esperava dele mais que uma comédia romântica, mas encontrei muita coisa real. Encontrei uma ponta para revirar as feridas e pensar bem nas coisas que ando fazendo. O que faço com minha vida, e por que pensar em colocá-la nas mãos de outra pessoa. Você sempre irá esperar outra carta para saber se deve ou não continuar?

Fazer o seu momento, seguir seus instintos, se permitir amar novamente. Nada é pra sempre, nem a dor que a perda causa.

Ah, não posso deixar de falar que a trilha sonora é tão maravilhosa quanto a história.

P.S: Keep yourself alive.

13 de jul de 2008

O Canalha da Rua XV

- Oi!?
- Oii...
- Você disse pra eu te ligar, então... que tal fazermos algo hoje?
- Ah, você recusou várias vezes meu convite.
- O de ir pra banheira? (Risos)
- Esse mesmo.
- Ah, mas não, né?! Não agora... vamos sair, conversar, tomar alguma coisa, que você acha?
- Não, me ligue quando você quiser aceitar o meu convite.
- Peraí, você quer dizer o quê com isso? Que você vai ficar comigo somente para ir a um lugar que tenha essa banheira? Quer dizer que sou a menina da banheira pra você? É isso?
- Exato.
- Mas... mas... por que você não disse isso antes?
- Que diferença faria dizer antes ou agora se não rolou nada mesmo?
- Hunf... Boa sorte pra você. E esqueci de dizer o motivo de não aceitar ir ao motel em sua companhia.
- E qual é?
- Você não me excita nenhum pouco! Quem sabe um dia alguém te ensine como fazer isso!!

Tu tu tu tu....

E a única coisa que restou à ela foi a indignação. Nunca imaginou que ele seria capaz de dizer isso, por mais que soubesse das reais intenções dele, dizer isso assim, na cara lavada, foi demais para ela.

Não se matou naquela noite. Foi para o bar, bebeu e voltou para casa feliz da vida.

O problema foi o dia seguinte, quando a ficha caiu e a solidão voltou a bater em sua porta.
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"He walks away
The sun goes down
He takes the day but I´m gown
And in your grey
In this blue shade
My tears dry on their own."

11 de jul de 2008

A casa da Saudade

O sol nasce e traz pela mão a saudade, que chora por suas lembranças. O seu choro é estridente e causado pela vista da casa.

A casa fica numa rua estreita, que também sente falta do passado feliz.

O portão desta casa era dourado mas, hoje, a ferrugem toma conta de cada pedacinho do velhinho solitário. A porta de entrada aguarda com avidez por alguém, mas suas esperanças acabam em lágrimas. De vez em quando, o vento passa e a embala para que possa dormir um pouquinho. As soleiras da porta estão verdes e negras de limbo.

As paredes regurgitam aranhas, formigas, baratas e lagartixas pelas gretas, corroendo-se de dor pela umidade que a banha. A tinta está perdendo a cor, em algumas partes restam, apenas, tijolos.

No quarto, já não existe móveis. Há apenas algumas cadeiras gritando por socorro pois estão sendo carcomidas pelos cupins, habitantes do local. A janela do quarto recebe flores que vivem no jardim.

A sala-de-estar, habitada por vermes da terra e plantas mal-olentes, treme de frio, descoberta de piso. Alguns metros cúbicos são ocupados por azulejos.

A terra pede a custódia do chão, que jaz lamoso e nojento. As colunas, que enfeitavam a sala, caíram uma a uma e clamam para que os vermes sejam piedosos.

No estado lamentável em que se encontra, a sala-de-estar chora e se sente triste pelo fim.

A janela canta uma canção de ninar para acalmá-la, e o vento pede licença para entrar e fazer dormir a cadeira de balanço, quase parada de sono.

O sol se pôs levando no colo a saudade, adormecida de tanto chorar.

Escrito por Ná, aos 17 anos.
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Ganhei dois Selinhos do Adriano, o moço que vive me emocionando...
Este, repasso para: Tititi, Bruno, Gabriela, Pitanga
E este, para: Não conhece?Eu te apresento!, Que momento!, P.S-Palavras de Silêncio, Rascunhos, retratos e contemplações.

10 de jul de 2008

Para um amigo, de coração

Hoje foi quase um dia de cão. Precisei ler algumas páginas de um artigo, mas ainda não consegui refletir sobre ele para fazer a tal da resenha crítica que me foi pedida. Porém, como todos os dias, abri meu msn... e fui buscar a conversa em uma de minhas fontes mais rentáveis para a palavra, um grande amigo, queridíssimo e inteligentíssimo, Fábio.
Começamos a conversar e a minha mente estava bem dispersa. São tantas coisas a resolver, tanto a falar que, as vezes, não consigo sintonizar. Foi então que comecei a reler algumas palavras dele sobre mim e gostaria de expô-las pra vocês. Não sei se são verdadeiras, mas ele sabe muito mais de mim do que eu mesma. Ele enxerga as minhas confusões mesmo quando eu não consigo definí-las.
E ele diz sobre mim:
" Natália: Latim, Natalis, dia natalício. só consegue amadurecer depois de muito lutar para chegar a um equilíbrio entre a razão e o coração. Por isso muitas vezes é vista como uma pessoa inconstante. É fiel e exige que seja tratada com deferência.

"Um cliché. Sou sim, bem sem graça... "
Sem graça?
Graça: do Lat. gratia, agrado
s. f., favor que se dispensa ou que se recebe;

mercê;
perdão;
comutação de pena;
despacho, nomeação;
privança;
elegância de formas, encanto, sedução;
elegância no estilo, dicção espirituosa;
espírito, chiste;gracejo;
dom sobrenatural como meio de salvação ou santificação;
nome de baptismo;

Cabo Verde,
vontade;
(no pl. ) agradecimento;
(no pl. ) benefícios espirituais concedidos pela Igreja;
(no pl. ) designação de três deusas pagãs;

Obrigado!.
Não é sem graça
De todas as significações, tu és...
Agrado...uma agrado enviado pelo Arquiteto desse Universo sem fim...
Um favor que se dispensa, e eu recebi...um favor divino...
Uma mercê, um indulto, uma recompensa que recebo...
Elegância de formas,TODAS as formas, dentro e fora...
Encanto simplesmente....
Sedução sempre...
Elegância no estilo, ora, és professora!
Dom sobranatural como meio de salvação e santificação, pois é ,me salva, de mim mesmo, me salva da mina letargia intelectual, me faz pensar...


OBRIGADO
QUAL SUA GRAÇA?

“...e estou vivendo um hiato criativo, aspirando à inquietação da alma...”
Se cada um sofresse de deste seu “hiato criativo”.....
Teríamos pinturas de rodin, boticelli, da vinci e picasso a “preço de banana” em cada esquina deste mundo, de Timbuktu à Tóquio.....
Cada documento, cada contrato, cada carta seria em poema, por mais informal que fosse...
Viveríamos em um grande planeta teatro, onde todo dia teríamos performances, espetáculos, festivais, tudo nas ruas, a todo instante....
Não haveriam guerras, haveria arte...
O verbo amar seria conjugado a cada dois segundo. Não!!! A cada milésimo de segundo....
E, assim, realmente, um léxico só na seria suficiente ( já não é pra mim agora)

“...Prefiro carregar o caos cá dentro a não ter esperança de gerar uma estrela...”
BIGBANG!!!!!!!!!!
É no início, havia o verbo...

Foi então que despertou toda a minha curiosidade. Foi muito difícil entender como é que ele enxergava tudo isso em mim apenas por ler algumas palavras...
E então, outra surpresa:

"Um paradoxo alegorizado"
Deveras paradoxal,deveras. Nem entrarei no mérito do "alegorizado".
Fantástica! É uma baixinha linda, adora clarice lispector, tem medo de morrer sem ler tudo o que tem vontade.
Pode ser, sabe, ela diz que o bolo de chocolate com morango é demais!

Gosto demais dela! Ela responde as coisa do jeito que quero, do modo que espero, pensa parecido comigo, e como é linda, meu Deus! Ela vale um batalha! É uma declaração... eu não sou muito de falar de Deus, mas ela me faz falar...
Te entrego minhas palvras, com a alma aberta, com o coração em chamas.


E, logo após, o poema:

DESUSO-ME
Meu nome é língua morta
Não me conjugam
Não me flexionam
Não me fazem ser

E com o tempo
Deixo de ser
Desapareço do vocabulário
Não mais praxe, não mais estilo
Torno-me arcaísmo

Em queda livre da existência
Mas há esperança
Que em um súbito querer de rebusco
Seja desenterrado das profundezas do pretérito
E, assim, preencha o vazio de um significado

Aí me farão valer
Serei o refrão da seresta
Serei a rima do terceto
Então, em uma simples rabiscada
Terei o amor de uma vida inteira.

Foi com surpresa que recebi o poema. Com medo dessa admiração que se expunha sem pudor. Medo, de verdade... Mesmo assim, mantive nossas conversas e um depoimento veio a me deixar maluca:

"A Natália é igual a vista do apartamento onde atualmente moro em São Paulo, pois prostrado diante da janela vejo o conjunto de prédios da Santa Casa de Misericórdia, uma obra de mais de cem anos de idade, construída em um estilo que não sei como identificar( nem tentarei, haja visto não estar habilitado para tanto,) , mas continuando, um pouco mais abaixo, quase defronte pro meu prédio, fica um edíficio residencial, de toque bem modernista, à la Nações Unidas Building, com um espaço de lojas embaixo. A este ponto da minha descrição você deve estar se perguntando "mas o que diabos é tudo isso relacionado à garota? Simples, a Natália é ontem e agora, é confusão e calmaria, é diversidade, antigo e novo, passado e eternidade. É uma mulher de seu tempo, e de todos os outros. É a loucura que assola o hospital e a calma caseira que acalenta as famílias. É clássico, neo-classico, art noveau e decó. Por fim, é fascinação.
A beleza não é da vista, é da confusão, não é da Natália física, é da intra-Natália, aquela dos sonhos , da confusão, da indecisão e da diversidade. A menina em vias de ser cosmoplita. Beleza estética só você tem, a vista daqui não. "


Hoje, ao conversar com ele e mostrar toda a minha confusão, soltou outra revelação:

"Sabe, te compreendo e , ao mesmo tempo, acho que não te entendo, e é, de certo modo, divertido, pois eu não sei o seu rumo, ou melhor, o rumo que vc quer pra vc mesma, assim, é meior divertido, não digo que seja divertido ver a confusão que cria pra vc mesma -por conta de tua condição de ser humana -mas por ser diferente, ser esta combustão incessante de vida, de conflitos internos, mostrando que não és o "pão com manteiga" comunzinho das manhãs, és algos melhor, maior, mas ambragente. És vida.
Ao te ler, gosto de vc além do limites do que é carnal, gosto pela sua qualidade de ser humana e poética, comungando, assim de um forma que eu não posso explicar. Só sei que me faz melhor, de uma maneira que vai além de mim mesmo. Sei que é um tanto quanto etério o modo como coloco, mas só sei que é assim, é ótimo te ter aqui, pois este jeito fulgurante de escrever - até mesmo na melancolia - aflora o melhor nos outros, e em mim."


E depois de todas essas palavras, me lembrei de algumas que vieram lá no começo, quando ele leu a minha descrição, quando deixou mais um recado, com o qual finalizo a seção e respondo à tanta admiração e carinho:

"Eu gostei muito do que escreveu sobre ti, foi clara e poética.Sabe, você ainda é um mistério pra mim, e isso me incomoda bastante, pois eu, geralmente, tenho uma facilidade pra “ler” as pessoas, e a impossibilidade de “ler-te” me instiga e me enraivece. Mas não por não entendê-la, e sim por não saber em qual estágio de sua, diga-se, confusão está. Caso contrário, seria bem mais fácil te agradar, mas eis que caiu em uma contradição, pois, se te entendesse, seria uma decepção. Ora, é isso que me instiga, se a Srta. fosse tão clichê, não seria tão divertido buscar-te,-- seja lá onde estiveres. Supero-me ao tentar não te parecer chato ou idiota, e sabe, chega a ser meio dolorido buscar tal perfeição.Mas a dor leva à conquista, não de ti, (ainda) não sonho tão alto, isto é, leva à conquista de mais saber, de uma maior excelência e finura no trato com as pessoas e ,principalmente, com a língua mater.Agradeço pro ter tropeçado nas linhas virtuais que continham o seu ser. "

Fábio, você sempre será o convidado de honra no meu reino. É bom sempre ter sua opinião e por isso te pentelho pedindo para que me leia. E como lê sem que eu tenha escrito, amigo! Você é portador de sensibilidade e sensitividade invejaveis. A vida sempre é uma contradição, não é? Então, eu posso ser uma também!? Odeio esse paradoxo que ocasiono, simplesmente por não conseguir tomar uma simples decisão ou escolher um único caminho a seguir. O problema é que me permito a dúvida sempre, e você sabe disso. Eu quero tudo! Quero o mundo! E tudo ao mesmo tempo! Abraçar todas as possibilidades com braços pequenos...
Você me faz acreditar que o ser humano nasceu para despertar coisas boas nos outros. Você me instiga para a vida.
Agradeço por tê-lo encontrado.
Eu sempre serei tua amiga e sempre o terei na mais alta estima, dentro do meu coração.

Esse post foi pra você, querido.
Beijos.


7 de jul de 2008

Re- Viver.

Estou tentando. Estou tentando me encontrar. Embora conheça esse caminho árduo, quero pisá-lo, passar por cada pedrinha que machuca meu pé.
Quero entender. Respirar fundo e sentir que sou suficiente a mim mesma. Sim, eu me basto. Não preciso de sombras ou de assombrações. Almejo flores em meu jardim de inverno. Flores coloridas, orquídeas, beijos!
Sempre quis movimento puro. Ar puro. Gente pura. Daquelas gentes que gritam, aos quatro cantos do mundo, palavras de amor.
Não vou me lembrar dos espinhos, lembrarei apenas da beleza da rosa, de suas pétalas e cheiros.
Vou buscar no meu íntimo o gosto pelo efêmero. Quero toda a simplicidade e toda alegria passageira... e sofrer por amor, sorrir para a vida, que brotará dentro de mim um dia, como as flores em terras férteis! Preciso sonhar! Batalhar por esses sonhos, atingí-los mesmo que não estejam em ordem de prioridades.
Eu quero me permitir viver. Viver e não ter uma sub-vida. Sobreviver não me é suficiente.
Vida! Quero a vida por inteiro! Sentir o sangue quente, saborear os momentos. Preciso sentir que não sou mais uma personagem manipulada pela fúria do escritor.
Quero-te vida própria.
Quero-te amor próprio.
Quero o amor ao próximo.
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"I won´t put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I´m in love and always will be."
(Dido, White Flag)

6 de jul de 2008

Palavras duras em voz de veludo...

Algumas coisas simplesmente não valem à pena. Enquanto vejo as letras aparecendo na página em branco do editor, me pergunto o porquê de falar sobre elas. Se realmente não valem o esforço, eu não deveria querer marcá-las. Ou deveria?
Na verdade, isso me deixou marcada. Mesmo tendo sido tão relevante, tão pequeno, tão fracionário, ficou no fundo do coração e da alma.
Olho para as teclas e não sei como dizer o que sinto. Queria dizer que as pessoas acreditam piamente que me conhecem, mesmo sabendo tão pouco sobre minha vida, encontrando em alguns lugares, trocando algumas mensagens vazias. Elas se esquecem que não somos apenas a matéria corpo, que temos essência. E essa minha essência é tão tempestiva quanto as tardes de janeiro, quando o sol some de repente e a chuva cai, nada suave.
Quando classifico os homens como dois tipos, eu sei que existem as exeções. Porém, sei também que a maioria dos que cruzam o meu caminho são cínicos egoístas ou apenas idiotas egoístas. E ai você me pergunta: Qual é a vantagem em ser um ou o outro?
Bem, eu prefiro os idiotas, apesar de não gostar de egoísmos. Os cínicos mentem demais pra você e acreditam que você engoliu cada palavra dita. Os idiotas não mentem. Tem gente que prefere ser enganada e ter o coração partido por atos. Eu quero as palavras duras em voz de veludo. Talvez a maioria goste de viver uma mentira porque não sabem mais diferenciar o que são palavras duras ou suaves. Elas estão em todos os momentos e a gente fecha os ouvidos para não entendê-las. Eu as entendo. E elas partem meu coração da mesma forma que um gesto maldoso. Partem meu coração juntamente com o gesto maldoso. Porque as palavras duras não vêm sozinhas, os gestos as acompanham. E eu os vejo a todo momento. Vejo até mesmo quando menos esperam. As pessoas que tentam mentir para mim não têm tanta sorte. Ou eu não tenho tanta sorte por saber de todas as mentiras.
Por isso eu não acredito nas palavras das pessoas até que elas não venham acompanhadas de gestos. E não acredito nos gestos até que eles venham acompanhados de palavras. É por isso que eu vou até o fim. Até ouvir a palavra que cai como um tiro certeiro no peito. Mas, ao contrário de um projétil que me mataria, forma uma barreira mais forte, empedrando um pouquinho mais a cada dia. Coisa que não vejo vantagem em acontecer.
Eu não poderia definir o que se passa aqui dentro. De mim e de você. Você pode definir porque te falta o delicado essencial, te falta a sensibilidade que eu ainda possuo.
Nunca acreditei nas suas palavras. Nunca te pedi pra mim. Nunca disse a você que suas mensagens eram tratados e juras de amor e também não te prometi nada disso. Você enxergou além e de forma errônea. Não sabe do que eu vivi, do que eu passei e, se depender de mim, não saberá. Não vou contar. Cada um sabe da sua dor, certo? Eu sei da minha e sei que não preciso me machucar novamente.
Só não pense que esperei de você aquilo que eu não queria pra mim. Suas conclusões foram dignas dos deuses do Olímpio, toda soberba habitou teu ser e não deixou enxergar a verdade.
Como toda água não passa duas vezes no mesmo moinho, eu não acredito duas vezes na mesma pessoa. E essa não tinha sido a primeira vez que você tentou me fazer acreditar.
Agora é minha vez de falar: Eu não te amo.
Foi muito engraçado ver você pensar que eu queria te levar pra casa.
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"A vida sem freio me leva,
me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver.
No segundo que antecede o beijo,
a palavra que destrói o amor.
Quando tudo ainda estava inteiro,
no instante em que desmoronou."
(Hebert Vianna)

5 de jul de 2008

"E agora como posso te esquecer?

Eu não sei bem porque foi que você reapareceu em minha vida. O acaso sempre usa de suas artimanhas pra nos fazer acreditar nele. Por mais que você duvide, que você acredite ser dona de seu próprio caminho, alguma coisa acontecerá para perceber que, mais cedo ou mais tarde, a sua vida não depende exclusivamente de você.

Eu não gosto de me apaixonar, ficar com os olhos brilhando e o sorriso bobo estampado no rosto durante 24 horas. Essas paixonites tiram todo o meu mau humor e minha acidez.

Eu não gosto de acreditar nas palavras que ouço, até porque elas não são verdadeiras. São palavras que saem da boca, mas não do coração. Porém, atingem o meu de tal forma, que chego a ter raiva da minha permeabilidade.

Eu gostaria que, ao falar comigo todos os dias, sua vontade fosse real e não apenas uma estratégia para me manter em suas mãos. Como as mensagens de bom dia que recebo, ou as perguntas de destino que respondo na esperança de tê-lo modificado para o mesmo que o seu. Por vontade sua, não capricho meu.

Detesto quando se faz de difícil, quando me esnoba, mesmo pensando que não está a fazer.

Detesto quando manda a sua mensagem falando onde vai e não demonstra interesse que eu vá ao mesmo lugar.

Eu não gosto quando me chama de fofa, de querida, ou de ...

Não gosto quando perde seu tempo com os amigos quando era comigo que deveria estar!

Não, eu detesto quando você acha que vou dizer pra me deixar em casa, quando, na verdade, você deveria ordenar a minha presença.

Mesmo detestando tudo isso, fico apreensiva, esperando que sua mensagem de bom dia chegue até mim.


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Se o teu cheiro ainda está no meu travesseiro?
(Nando Reis)
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"Nossas juras de amor já desbotadas.
Nossos beijos de outrora foram guardados.
Nosso mais belo plano, desperdiçado.
Nossa graça e vontade derretem na chuva.
Um costume de nós fica agarrado.
As lembranças, os cheiros dilacerados.
Nossa bela história tá no passado.
O amor que me tinhas era pouco e se acabou."
(Vanessa da Mata, Música)

3 de jul de 2008

A Bruxa da escola

- Xô, sai agora! Não aguento mais falar pra você parar de pular e copiar a matéria! Eu quero explicar, você não quer aprender... então sai!! Não, não te deixarei entrar novamente, de jeito nenhum, nem que paguem por isso. Esquece. Tá, tudo bem, eu te desculpo, mas fica aí fora, bem longe de mim, me deixa dar aula, por favor! Bem, pensando melhor, tudo bem. Eu te deixo entrar contanto que se sente, feche a boca e abra o caderno. Sem risadas, sem gracinhas, sem palavra qualquer. Sabe o que pode acontecer com você se quebrar o nosso trato? Tá vendo esse corredor extenso que nos leva até a sala da diretora? Certo, preste bastante atenção: se abrir a boca ou fizer uma gracinha qualquer, pego seus pés e começo a te arrastar pelo corredor, sem dó de ver sua cabeça quicando o chão. Entendeu!? Tá duvidando, querido!? Por que deu risada?
A essa altura, ele olhou bem para os olhos dela e percebeu que aquilo era o desejo que se instaurava no mais profundo de sua alma. Preferiu não arriscar. Passou a aula inteira de boca fechada, caderno aberto e lápis na mão.

Só se ouvia o temor em seus olhos.


Rárá rárá !!!!

De novo, para minha alegria, ganhei dois selinhos do Antônio. Sempre me proporcionando um QUE MOMENTO! ...
Quero repassá-los:
E este aqui dou para Lily, , Dizepan, Cristal, Adriano.

Beijos!

2 de jul de 2008

Mimos

Tô aqui pra contar sobre uns presentinhos que ganhei dos meus queridos:

Adriano Di Carvalho, meu "passador" de emoções virtuais. Se consegue mexer com a gente usando as palavras, imagina ao vivo?

Gabriel, o publicitário mais organizado que já conheci.

São, respectivamente, estes:



Ofereço para: Antônio Xavier: o homem que entende muito de mulheres.

, que faz a sopa mais gostosa da blogsfera.

Renata, sempre disponível a aceitar minhas palavras.

Nat, perdida na tradução e muito bem localizada nas palavras.


Ofereço para: Antônio, dono dos Momentos mais hilários.

, a bonequinha de seda e dona das palavras que transmitem o silêncio.

Adriano, a fonte de emoções dos meus dias na internet.

Fico sempre muito feliz com os mimos que me concedem. Não se esqueçam nunca que vocês são o maior motivo de eu continuar escrevendo. Volto amanhã com alguma peripécia da semana, afinal as férias estão chegando e eu nunca esperei tanto por elas!

Beijos.