15 de nov de 2010

Ao que se foi...

Estou aonde sempre quis estar. Consegui realizar algo que nunca pensei ser capaz. E nao é como se fosse ingrata ou vivesse insatisfeita, mas sinto no meu coração uma históri que não terminou. Desta vez não estou falando o futuro. Eu sinto falta de alguém que ficou no passado.

Fecho os olhos para as lágrimas não correrem. No último mês no Brasil, já havia derramado todas elas. Não quero pensar que as coisas se resolverão. Quero seguir meu caminho e deixa-lo seguir em frente também. Mas o que fazer quando, em frente, só há o rosto dele? O que fazer quando, por maior que seja sua vontade de negar, o seu coração ainda diz que ele estará logo ali?

Não acredito em conto de fadas. Há muito tempo meu príncipe virou sapo e o feitiço não se desfaz com um beijo.

Acredito em destino, mas não aceito o fato de ele ter total controle de nossas vidas. Acredito no fato dele colocar as situações, mas quem resolve o que fazer e como fazer somos nós.

Uma vez li que "uma pessoa espera a outra, seja no meio do deserto ou das grandes cidades". Às vezes, nós pensamos que encontramos aquela pessoa que estavamos esperando e, de repente, percebemos o engano. Eu não podia entender muito bem como é que isso funcionava. Quer dizer, você olha pra pessoa e sabe que é ela? Mas, de repente, eu percebi que não. Nem sempre olhamos para o lado certo e geralmente elegemos uma pessoa e queremos acreditar que será. Há tantas coisas que acontecem em nosso coração que confundem nossos caminhos, causam grandes desencontros e nos trazem a dor.

Demorei pra saber como funcionava essa coisa chamada amor; esse lugarzinho comum que inventamos para ludibriar a solidão. Hoje posso dizer pra vocês: o coração não vai disparar; suas mão continuarão do mesmo jeito, nenhuma gota de suor a mais ou a menos. Você também não vai ouvir sinos. Aliás, por algum tempo você não vai nem perceber aquela pessoa e a tratará como se fosse qualquer amigo seu. Mas, de repente, algo vai mudar e você saberá. Sem efeitos especiais ou sinos coloridos. Você apenas vai olhar pra ele e saber que era ali o lugar que você queria ficar o tempo inteiro, mesmo que ele fosse uma abóbora. A partir daí, vocês poderão ser "felizes para sempre" ou fazer como eu: desejar que ele seja feliz no caminho em que escolheu. Agora eu sei que a minha pessoa não estava me esperando no meio de uma grande cidade, ou do deserto, mas também sei que ela já não estava mais me esperando e, o máximo que posso fazer é aguardar os sinos tocantes e o coração disparado. Espero que as minhas borboletas estejam sobrevoando algum jardim no Brasil, tornando os dias calorentos mais alegres e coloridos.


P.S.: O texto acima foi escrito há algum tempo. Estava salvo aqui e achei justo postar, já que não gosto de deixar nada pra trás. Entretanto, muita coisa em minha vida mudou e hoje o rosto é mais um rosto no passado e, por mais incrivel que pareça, não há chances de fazer parte do meu futuro... porque assim eu escolhi. Sigo em frente, de cabeça erguida, sonhos realizados e muito amor dentro de mim. Que as minhas borboletas continuem vivas e coloridas...

19 de out de 2010

O fim das borboletas

Nós temos inumeras maneiras para resolver as coisas, mas por mais que tentemos descobrir a melhor, escolhemos a forma mais errada. Não que gostemos do que é errado, talvez a gente pense qe seja realmente a melhor maneira. Entretanto, ao fim do dia, a gente percebe que tudo não passou de um grande equívoco.

Podemos ter tudo nesta vida, já dizia "The Secret". Só não podemos apagar o passado.

O passado deixa muitas marcas. Essas arcas, ou melhor, cicatrizes, fazem parte de nossa história. Elas são o que nós somos. O nosso maior erro é tentar apagá-las. Nós não temos como fazer isso, se você tira a casca, ela sangra e, no fim, independente de mexer nelas ou não, elas ficam na pele, marcas inconfundíveis.

Então, o que a gente pode fazer para ser melhor? Tentar não repetir os antigos passos. Tentar se alguém melhor a cada dia.

É complicado falar o que deve ser feito. Na verdade, a gente demora pra aprender. E isso nos faz tolos, porque a gente sempre acha que não vai cair no mesmo erro.

Todos nós temos experiencias que marcam e, nem sempre, nos orguhamos delas. Nós somos enganados, tornando-nos descrentes. Temos medo de assumir quem somos, medo de ofuscar quem somos. A gente demora pra descobrir o que procura, demora pra formar conceitos. A gente demora (e erra a hora) pra deixar alguém entrar em nosso coração. E quando a gente percebe, já é tarde demais.

Ninguém gosta de omissão. Mas todo mundo omiti algo de alguém. Todo mundo tem aquele segredo que ninguém sabe. Entretanto, uma hora, nós podemos sentir o "amor" brotar.

Sempre falei sobre amor. Acredito nele em diversas maneiras. Entretanto, há um amor comum a todos, aqueles que todos procuram.  Eu o escolhi, sem poder ter. Hoje, abdico este amor, nego a dor que sinto, desisti de consegui-lo para que ele possa ser feliz. Não há como esquecer.

O que me conforta é saber que a escolha foi dele. E eu não sou responsável por qualquer arrependimento.

Se acredito que possa amar novamente? Acredito. Pode ser que não seja do mesmo jeito, mas serei feliz também. E por enquanto, só resta esperar que as borboletas percam suas asas e morram; até que um novo casulo se rasgue e traga à vida uma bela e colorida e nova borboleta.

15 de set de 2010

Da gaiola para o mundo

Sempre fui muito persistente: planejei, busquei, alcancei. Depois de tanto sonhar, cheguei aonde queria. Estou conhecendo um mundo que eu nao imaginava ser tao pequeno. Mas, mais importante que isso, eu to me conhecendo melhor. Hoje 'e o momento de me encontrar; de tracar novas metas, planejar menos, sonhar menos e realizar mais. Eu estou tao proxima de mim e nao tenho medo do que vou descobrir pela frente. 'E um processo de amadurecimento, no seu mais amplo sentido.
Essa 'e a hora de me redescobrir, de me reinventar. Estou deixando pra tras tudo que nao me importa, que me 'e superfluo. Ja nao me interessam mais as poucas coisas que podemos ter. Eu quero o que podemos viver, aprender e ser.
Sao tantas coisas pra dizer, tantas sensacoes pra digerir que eu mal consigo redigir um texto. Alias, esse novo modo de escrever vai me deixar maluca. Nao ha acentuacao que resista. Mas eu sigo em frente, me adaptando ao novo teclado, alem de me adaptar a este novo modo de vida: longe de casa, longe de minhas raizes, longe de minha cultura, longe das pessoas que amo... e  me sentindo livre como nunca!

13 de ago de 2010

Nas entrelinhas do fado

As palavras são coisas de múltiplos significados. Muitas vezes elas se enquadram em nossa realidade sem que queiram fazer isso. Aquilo que falo a uma pessoa pode ser compreendido de outra maneira por alguém ao lado.
Mesmo nas bocas de bons comunicadores, elas se perdem e se encontram em contextos diferentes.
As brigas, as guerras e as incompreensões são frutos da palavra, a maior e mais poderosa arma do planeta.
Seria muito mais fácil se conseguíssemos transmitir o que pensamos de maneira mais prática, uma maneira que não deixasse possibilidades de duplos sentidos.
Tive uma experiência um pouco traumática quanto ao uso das palavras. Considero-me uma boa comunicadora, apesar de gostar da utilização de metáforas. Entretanto, quando preciso ser clara, tento ser o mais concisa possível. O problema é que meus receptores nem sempre conseguem me compreender facilmente.
De maneira alguma estou chamando-os de ignorantes ou lentos, talvez a culpa seja minha mesmo, mas acho engraçado como os pensamentos deles não conseguem se conectar aos meus.
Um dia desses, estava tentando dizer que sou ciente do que faço, que não acredito e não gosto de culpar outras pessoas pelo meu insucesso e fui entendida de maneira completamente diferente.
Eu não aceito a culpa de terceiras pessoas e não acredito que "se tivesse sido diferente" mudaria minha vida. Como já disse no texto "As escolhas que a vida não faz", acredito que a vida seja feita de escolhas, e eu sou totalmente responsável pelo meu caminho. É claro que alguns acontecimentos são independentes de nossas vontades. É aquela famosa história: "mesmo que façamos nossas melhores escolhas, às vezes o destino nos vence".
Se eu me conformo com o que estou sentindo ou com a maneira que estou me sentindo à respeito da situação, não quer dizer que seja algo insignificante, ou que eu não esteja magoada ou que eu tenha gostado do que aconteceu, mas quer dizer que sou ciente de que a escolha foi minha e estou colhendo os frutos dela. Se eles são doces ou azedos, as sementes que plantei são responsáveis.
Não há motivos para exigir de outra pessoa uma postura diferente. Nunca fui enganada, ao contrário, sempre soube o risco que correria.
Cabe à mim colar os pedaços, curar as feridas, estancar o sangue, levantar-me do tombo. Saber como me curar, ou como agir perante o público que viu minha queda, significa que sou madura para reconhecer a minha culpa e encarar a situação em que me meti, mas sem colocar em questão como me sinto diante disto. Os fatos e os meus sentimentos não devem ser julgados pela minha força de seguir em frente e valorizar o que sou.
Aliás, valorizar o que sou é o que faço, sem tirar a importância das pessoas que passam por mim. Mesmo tendo escolhido o que pensei ser o melhor caminho, veio o destino e jogou tudo pela janela. Mal sabe ele que eu ainda espero o mundo completar esta volta para tentar, mais uma vez, ludibriar e vencer o "fado".
Que esteja escrito meu futuro, mas as entrelinhas são rabiscadas por mim!

11 de abr de 2010

Da expressão da dor

Tantas coisas a serem ditas
poucas palavras capazes de dizê-las.
Tem gente que grita,
tentando aliviar a dor.
Outros correm, chorando.
Eu caço palavras,
que deslizam fugitivas,
para escrever o sufoco.

25 de mar de 2010

The cosmopolitan

Ainda falando sobre questões geográficas, me pego pensando em alguns pontos de minhas escolhas.

Em certo momento deste ano, o conteúdo do blog poderá ficar mais ácido, porém essa acidez tratará de assuntos relacionados a passaporte, visto, passagens aéreas, etc.

Pra situar vocês, vou contar o que está acontecendo: vou viajar.

É verdade que tenho 2010 inteiro pela frente, mas tenho quase certeza que ele passará voando. E eu passei tanto tempo planejando essa viagem...

Sempre quis conhecer a Europa. Sim, eu tive um sonho londrino. Acredito que, quando se está num país europeu, fica fácil conhecer os outros. Entretanto, por uma questão financeira, mudei meu destino e estava decidida a ir para os EUA, mais especificamente New Jersey. Essa escolha foi influenciada por uma amiga muito querida que mora lá há uns três anos.

Depois que me conformei com os Estados Unidos, fiquei pensando em alguns pontos que eu gostaria de conhecer. E eles estavam espalhados pelo país inteiro. Ficaria muito caro realizar isso! Muitas cidades têm sua beleza especial, como Seattle, San Francisco, San Diego, Los Angeles. Na costa do pacífico, o calor é quase tropical! Chicago and all that jazz! E, por fim, Nova Iorque, a cidade que nunca dorme.

Mas, depois de todo esse conformismo e plano, surgiu uma oportunidade de ir à Irlanda. Fiquei feliz com essa possibilidade. Berço da civilização que é, poderia entrar num trem e ir a diversos destinos: Londres, Paris, Holanda... é tudo tão perto e tão tentador!

Porém, esses dias ao ver o trailer de “Sex and the City” (como já disse antes), meus pensamentos foram à mil.

E Nova Iorque? A verdade é que eu sou totalmente cosmopolita. Quero ultrapassar fronteiras geográficas, lingüísticas, culturais. Eu não sou patriota, embora queira voltar a morar neste país no futuro, afinal aqui está meu coração.

Não acredito que possamos perder aquilo que damos valor. Não há cultura ou propaganda que apague isso da gente. Minhas raízes estão aqui. E, sinceramente, se essas pessoas que amo não ficassem por aqui, eu nunca mais voltaria.

Embora eu esteja em dúvida sobre qual destino tomar, vejo New York como a cidade das luzes ofuscantes. A verdade é que penso em New York com alma yankee.

"Start spreading the news...I'm leaving today.
I want to be a part of it... New York, New York. [...]
New York, New York
I want to wake up In a city that never sleeps
These little town blues are melting away
I'm gonna make a brand-new start of it
In old New York.
And... If I can make it there, I'm gonna make it anywhere.
It's up to you, New York, New York!"
[Frank Sinatra, Theme of New York]

21 de mar de 2010

And all that glitter

Tudo que sei a respeito de outros países são informações que pesquisei, fotos que vi, mas nenhuma experiência vivida ainda. Através de filmes, vi as ruas de New York sofrerem diversas transformações. Talvez isso explique a minha fascinação pela 5th Avenue, pela vitrine da Tiffany’s, e o quarteirão do Central Park... talvez isso explique a dúvida inacreditável entre ir a Europa ou aos Estados Unidos.

Embora a Europa seja o berço da civilização e guarde as maiores obras de arte de todos os séculos, New York é, definitivamente, o eixo de rotação do mundo. É a cidade em que as coisas acontecem. Todo o poder e degradação humana...

Nova Iorque é habitada por milhões de pessoas, de diferentes nacionalidades, crenças e línguas. É a localização dos maiores empreendimentos mundiais... é a beleza do caos e da civilização moderna.

Em Nova Iorque, encontramos tudo o que procuramos, desde um completo hot dog até o último lançamento de um Manolo Blahnik.

Do topo do Empire State, podemos ver o fluxo de uma cidade que não dorme; saindo do Battery Park, chegamos à Estatua da Liberdade, uma das sete maravilhas do mundo.

Se formos consumistas e tivermos um cartão de crédito milionário e uma conta bancária abastada, poderemos gastá-lo em algumas, ou todas, lojas das maiores grifes mundias: Chanel, D&G, Dior, Yves Saint Laurent, Jimmy Choo, etc.

É claro que nós encontraremos tantas coisas parecidas em grandes metrópoles européias, mas não com toda a luz e brilho e cor que New York faz brotar em nossos olhos. Quer dizer, você já reparou como a arquitetura das cidades européias é escura? Mesmo Paris, a cidade luz... Londres, nem se fala!

A verdade é que tudo tem sua beleza peculiar, mas o mundo moderno tem um imã que atrai essa gente mundana como eu!

“New York
Concrete jungle where dreams are made of
There's nothing you can't do
Now you're in New York
These streets will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Hear it for New York
New York, New York”
(Alicia Keys, Empire State Of Mind)

16 de mar de 2010

Tv shows

Nunca fui adepta a séries televisivas, principalmente quando elas são a sensação do momento. Entretanto, de um ano pra cá, escolhi algumas para treinar meu pobre inglês (o que surtiu grande efeito, diga-se de passagem). Dentre elas estão: “Grey’s Anatomy”, “Gossip Girl”, a queridinha da América “Friends” e a poderosa e quarentona “Sex and the city”.

Por algum tempo fiquei em frente a Tv, acompanhando a vida maluca de Rachel, Ross, Monica, Chandler, Phebe e Joey. E, no último episódio, me senti como uma criança sem seu doce predileto. Foram boas 10 temporadas, vividas com emoção, choro, gargalhadas e o “Central Perk”.

“Grey’s Anatomy” e “Gossip Girl” são as séries da moda, o que não tira o mérito delas. Na primeira, muito sangue e adrenalina correm nas veias. Ficamos extremamente tensos enquanto nossos heróis estão dentro de uma sala cirúrgica, no Seattle Grace Hospital. Torcemos absurdamente para que sobrevivam à vida em preto e branco, solucionando seus problemas afetivos.

Já em “Gossip Girl”, temos uma série tipicamente fútil, que nos mostra a moda, a vida e a podridão da high-society yankee. São adolescentes [?] que vivem no metro quadrado mais caro de New York – o Upper East Side de Manhattan – desfilando altivamente com seus cabelos sedosos, um Chanel cobrindo os corpos esguios e aquele desejado D&G (que nosso bolso não pode comprar) nos pés!

E, embora eu tenha ouvido muitas críticas a respeito, “Sex and the city” foi uma das séries que mais me surpreendeu. Carrie e suas amigas são legítimas nova-iorquinas, elegantes, bem sucedidas, mas que vivem à procura daquilo que toda mulher [de qualquer parte do mundo] procura: o verdadeiro amor. Ao fim das 6 temporadas, questionando-se sobre suas escolhas, medos e opiniões, finalmente encontram a felicidade, percebendo o que importa realmente.

Ontem, enquanto assistia ao trailler do segundo filme, sequência da série, uma música me chamou a atenção. Empire State of Mind é o nome da música. E, parando realmente pra pensar, devemos dar o braço a torcer e afirmar que New York é o lugar onde as coisas acontecem. Mas isso é assunto para um próximo post.


13 de mar de 2010

Cinderella Desencantada

Independente de nossas feridas, de nossa história, nós, mulheres, devemos manter a dignidade.

Estamos habituadas a viver procurando o "cara perfeito". Por esse motivo, entramos em inúmeras roubadas. Deixamos com que os inescrupulosos desempenhem o papel e, ao final da cegueira, infelizmente, as máscaras caem, o instinto fala mais alto e ficamos, mais uma vez, decepcionadas.

Após sofrermos algumas boas decepções, passamos a querer agir como homens, esquecendo alguns valores femininos que foram plantados através dos séculos. Afinal, se eles podem por que nós não podemos?

A resposta pode não agradar, mas é simples e verdadeira: vivemos num mundo machista. Extremamente machista. Embora sejam tempos modernos, o mundo ainda sustenta algumas antigas concepções, inclusive as mulheres que o habitam. E comprovo este fato fazendo a seguinte pergunta: O que você diria de uma mulher que aos 40 anos não se casou, não teve filhos e vive mal-humorada? Apenas pense em sua resposta. Isso comprovará a minha afirmação sobre o mundo ser machista.

Mesmo lutando por direitos iguais e, muitas vezes, sustentando uma família, mulheres não devem perder a delicadeza, a elegância e a dignidade. Não é porque fomos feridas que temos que ferir. E não precisamos, inclusive, gastar milhares de palavras e mensagens de texto para todos os contatos masculinos de nossa agenda.

É vergonhoso ver uma mulher mandar várias mensagens para homens diferentes na mesma noite e ficar esperando a resposta.

Quer dizer então que qualquer um pode ser o cara perfeito? Quer dizer que ele não precisa se esforçar e ter bons argumentos para te chamar para sair? Ou seja, ele simplesmente responde a sua mensagem e consegue o que quer?

É por isso que não vemos mais romances bonitos, a não ser no cinema. Nós não esperamos que eles se interessem e planejem um programa para nos surpreendermos. Na verdade, nem existe um primeiro encontro atualmente. Combinamos de nos encontrarmos em lugares nada pessoais, abarrotados de pessoas e, se rolar, rolou!

Então, no dia seguinte, engatilhamos o celular e disparamos mais mensagens de texto noite adentro.

24 de fev de 2010

"Casca - grossa"

Todas as pessoas escondem a essência, seja por necessidade de se proteger, seja por medo de se libertar. Eu escondo muito de mim, e uso palavras duras para isso. Uso, também, ironia e falta de gentileza. Não que eu não seja gentil. Eu sou. Sou educada também. Educada e gentil a ponto de ceder meu lugar a qualquer pessoa que queira se sentar. Educada e gentil de deixar as pessoas saírem do estacionamento na minha frente. Mas por ser educada e gentil, gostaria que as pessoas fossem gentis comigo também. Não as condeno se, em um dia ruim, não conseguirem... Não é a gentileza do dia-a-dia que me ameaça... Eu chamo de gentileza o ‘importar-se’. Quando percebo que as pessoas simplesmente não se importam, eu prefiro não ser gentil. Porque, desta forma, eu as afasto da minha vida...

Não sei como cheguei ao ponto de me esconder das pessoas. Não fui sempre assim. Mas é difícil se manter clara como um rio raso quando as situações sempre são tempestades em alto mar.

Eu escondo o que há dentro de mim. Através dos tempos, após os muitos processos de aprendizagem, fui escolhendo algumas regras para seguir. Ninguém me obrigou a isso, eu simplesmente fiz as minhas próprias regras desejando que eu não me machucasse novamente. Lógico que a gente sempre vai se machucar. Nós erramos. Errar é típico do ser humano, e não é culpa de ninguém errar pela primeira vez. Se alguém te magoou, você não tem culpa. Se essa mesma pessoa te magoar pela segunda vez, você ainda não tem culpa. Mas deixar que ela te magoe pela terceira vez... a culpa é completamente sua!

E então eu aprendi que todos nós temos direito ao erro, mas temos que tirar uma lição. E, de cada lição, fazer suas próprias regras.

Sempre escondo a minha vontade de gritar e de chorar. Escondo meus vícios, minhas falhas... Tento esconder meus defeitos, mas isso requer muita prática. Quando sinto vontade de chorar, eu vou correr. Corro muito, como se o choro estivesse tentando me pegar... e, por algum motivo biológico que eu não sei explicar, todas as minhas forças para chorar se vão... Talvez porque, quando o vazio é muito grande, a lágrima se torne invisível...

Tento esconder minhas feridas também. E se tento esconder, quer dizer que eu ainda as sustento. Todos nós temos feridas, que vão das mais comuns às mais inusitadas. Nossas feridas são diagramas, mapas de nossas vidas. Elas nos lembram de onde viemos e pelo que passamos. Lembram-nos que erramos. Lembram-nos que deixamos algumas pessoas nos enganar. Elas nos lembram que somos seres humanos, sujeitos arriscados ao fracasso. E talvez isso seja bom porque, de vez em quando, a gente precisa saber que erra pra se sentir humano de novo...

30 de jan de 2010

As escolhas que a vida não faz

No amor, assim como na vida, nós vivemos das escolhas que fazemos. Em todos os momentos elas são exigidas: para que lado ir, que caminho tomar, o que comer, o que não fazer...

E após algumas decisões, passamos a vida a perguntar se fizemos o certo.

Os relacionamentos fazem parte de nossas escolhas. Escolher ficar ou ir embora é uma das coisas mais importantes que devemos fazer. É o que vai mudar o nosso rumo, o que vai dignificar [ou não] as nossas atitudes. Entretanto essas escolhas devem ser impostas à você por ninguém mais que você próprio. Ninguém poderá te dizer que está na hora de escolher. Se isso acontecer, você precisa se perguntar se realmente está tomando conta da sua própria vida. Deixar que as pessoas te digam a hora certa de escolher é deixar de tomar as suas decisões. E se alguém te mandar escolher, você deve parar e dizer: “Tudo bem, já que você está indicando a hora em que eu tenho que fazer minha escolha, faça - a por mim”.

Já há algum tempo em que venho ensaiando uma maneira de falar sobre isso. Isso que eu digo são as dúvidas que existem em nossas vidas. Dúvidas que são impossíveis de extinguir, que sempre existirão. Não importa o quão incisivo você seja, ficará em dúvida ao menos uma vez. E essas dúvidas não são relacionadas apenas ao trabalho, ao caminho, ao almoço de amanhã... Mas elas estão presentes principalmente quando encontramos alguém que... bem, que mexe com os nossos instintos mais obscuros. Elas estão presentes quando você sente a necessidade de fazer algo que não quer, ou ainda quando você quer fazer algo que não deve.

Neste ponto introduzo uma questão que vive perambulando pela sociedade: Se nós sabemos que por trás de todo desejo nem sempre existe um sentimento, se sabemos que o sexo é uma necessidade fisiológica e que poderia ser saciada com qualquer pessoa que nos atraísse, por que nós insistimos em achar que uma pessoa pode realmente gostar de nós quando, na verdade, a atração física é o que está coordenando todas as palavras e ações que esta pessoa dirige a nós?

A maior verdade é que nós não conseguimos deixar de criar expectativas. Nós conhecemos as pessoas e, infelizmente, esperamos algo delas. Não que elas não sejam capazes de surpreender às vezes, mas nós sabemos que, na maioria delas, não querem corresponder ao que esperamos. Uma hora, mais cedo ou mais tarde, vamos nos machucar. As pessoas vão dizer adeus, virarão as costas e... bem, você vai esquecer que era só um desejo e vai querer chorar por não ter sido surpreendida mais uma vez.

Algumas vezes nós precisamos aprender a fazer uma distinção entre o desejo sexual e o desejo social. Algumas vezes nós precisamos fazer de conta que o coração não bate e o pulso não pulsa. Precisamos fazer de conta que somos animais selvagens sedentos por manter a espécie a salvo. Mas só por algumas vezes. Não tenha isso como regra à sua existência.

E, embora as dúvidas nunca sejam extintas, devemos saber que as escolhas partem de nós. Nós escolhemos como agir e se devemos ou não sofrer. Nós escolhemos como finalizar uma história. Nós escolhemos o tipo de solidão que queremos. Nós escolhemos o amor ao sexo; ou o sexo ao amor. Mas, com certeza absoluta, todos nós temos o mesmo fator influenciável para estas escolhas: a busca pela felicidade.

Talvez o caminho para a felicidade seja, apenas, aprender que nós podemos amar as outras pessoas sem exigir nada em troca.

22 de jan de 2010

Alice e Pedro

Tenho acompanhado uma história de amor no blog “De todo Outono se faz a Primavera”. Quando vi o primeiro vídeo de Alice, assustei: “Era Alice a minha personagem? Ou será que era a personagem que existe dentro de todos nós? Ou, então, todos nós passamos por uma situação parecida?”. Fiquei horas pensando sobre o primeiro vídeo de Alice para Pedro. H-O-R-A-S! Simplesmente porque eu podia entender a situação do “primeiro e último encontro, já que nos encontraríamos anos mais tarde, quando estávamos completamente diferentes”.




Criei um vídeo – resposta pra toda essa história de amor, assim como foi proposto pelo projeto.


Deixo aqui o link do blog e uma missão: Veja e responda também. Faça parte dessa história de amor.


Beijinhos

19 de jan de 2010

O que são nove anos?

Nove anos podem ser comparados a 9 minutos ou 9 horas de uma vida. Nove anos podem passar num piscar de olhos.
Você tem 16 anos e, nove anos depois, você está com 24... Parece que foi ontem que ele ainda raspava a barba por fazer no seu rosto, só pra deixar aquela vermelhidão e você morrer de rir enquanto ele te segurava.
Na verdade, são momentos que ainda estão muito vivos dentro de você. Momento que você nunca vai esquecer e ninguém, nem nada, poderá apagar. Há nove anos, um cara se sentava ao seu lado na mesa do almoço aos domingos e, quando você ia enfiar aquela garfada na boca, sua mão se sentia presa por ninguém mais que ele. Você olhava pro garfo, olhava pra ele e não conseguia se esquivar daquela força no seu pulso. E você amava aquilo. Todo domingo, disputava com os primos o lugar na mesa. Queria que fosse ao lado dele, só pra ter a emoção de ficar esperta ao movimento do braço dele.
Era por causa dele que você não tinha muita vontade de almoçar aos domingos também. Ninguém sabia, mas ele fazia uma ‘lotação’ no carro com as crianças, ia pra feira e pagava pastel com coca-cola pra todo mundo às 10 horas da manhã. E, ao meio dia, quem é que queria comer, minha gente? Nenhum de nós, obviamente. Era o segredo do domingo. O segredo que todo mundo guardou. Os pais sabiam, as mães não. E quando nós contamos, era porque tínhamos a certeza de que elas não poderiam brigar com ele nunca mais por isso.
Nove anos não é nada. Nove anos, na verdade, não chega nem a doer quando você tem tantas coisas boas pra pensar. Nove anos não é nada comparado a uma vida ao lado dele. E, por mais incrível que possa parecer, eu ainda te sinto aqui, Vô “Cride”.

18 de jan de 2010

Entre o certo e o errado: equilibrando seu caminho

Nós sempre acreditamos que aprendemos com os erros. Acabamos errando novamente, talvez pela arrogância em pensar que, errando apenas uma vez, aprendamos o que é o certo.
Não posso teorizar muito sobre o assunto por dois motivos: não devo e não tenho estatísticas para me apoiar. Mas ouso dizer o que eu sinto. Ouso dizer o que vi, o que vivi. Nenhuma estatística pode ser contrária a isso. Ela pode, sim, mostrar que com a maioria é diferente. Mas o que a estatística sabe sobre mim? Ela algum dia parou à minha porta e perguntou o que eu sei?
Particularmente, penso que não há teorias o bastante para impor regras aos relacionamentos, principalmente sendo eles tão humanos como são. Não há regra para as reações de pessoas diferentes. Não há regras para sentimentos. Não há nenhuma regra que dite a idade em que você deva se apaixonar, em que situação você sofrerá mais e, muito menos, após quantas experiências dolorosas você deve aprender o necessário para saber com não passar por elas.
A gente sempre acha que aprendeu o bastante com os relacionamentos anteriores. Nós vivemos muitas coisas. Muitas mesmo. Vivemos coisas que não gostaríamos de viver, mas que são necessárias. No momento da dor, a gente chora, sofre, pensa que vai morrer e, mais tarde, quando tudo se acalma, a gente percebe que foi necessário, não saudável, mas necessário para o amadurecimento.
Entretanto, será que somos maduros quando mais precisamos de maturidade? De onde vem o discernimento que precisamos para saber o que é certo? E o que é certo e errado? O que eu sinto? Como devo agir?
Talvez a maturidade exista e, bem no fundo, você saiba como deve agir... Contudo, o que você sente vai contra o julgamento de ‘certo e errado’. O certo seria ir embora, fazendo de conta que não se importa mais. O errado é ficar, permanecer; errado seria contar a verdade, entregar-se como nunca fez antes: abrir o jogo e dizer que quer ficar, que não se importa com o que vai colher mais tarde.
É errando que se aprende? Eu não duvido disso, mas tenho lá a esperança de aprender antes de errar. Já dizia o povo que “errar é humano” e não há nada mais humanos que errar com outros seres humanos.
Nós queremos acertar. Temos boas intenções. Tudo o que a gente mais quer é alcançar a felicidade e, para isso, a gente encontra um caminho cheio de pedras: grandes, pequenas, impossíveis de ignorar...

Mas... Será esse o caminho para o tão sonhado “felizes para sempre”?

10 de jan de 2010

Relacionamentos: o novo mal do século XXI

Há alguns anos estou tentando me convencer das coisas que nós, mulheres, não devemos fazer. Não é uma visão machista a respeito da sociedade feminina. Muito menos uma visão feminista da sociedade masculina. É apenas uma coisa que eu venho maturando em minha “cachola” e, além de maduro, tá ficando estragado.

Nós queremos amor, carinho, compreensão, gentileza. Nós queremos um homem que cuide de não nos machucar. Queremos.

Então, um belo dia, esse homem aparece e... já era. Ele não é aquele que acelera o batimento cardíaco e deixa a boca seca.

O cara que vai te deixar assim nunca irá ligar no dia seguinte, mesmo que ele peça insistentemente o seu número ou mande uma mensagem de boa noite no exato momento em que você cruzar a soleira da porta. Esse cara, esse mesmo que te deixou maluca, vai sumir. Vai viajar. Vai responder sua mensagem [se você mandar] com desdém. E, quando encontrá-lo, estará empenhadíssimo numa nova ‘caçada’.

Muitos livros, ultimamente, andam ensinando as mulheres: “Ele simplesmente não está tão a fim de você”; “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?”; “Homens são de marte e mulheres são de Vênus”. Alguma semelhança entre eles? É isso. As pessoas estão empenhadas em mostrar que somos diferentes. Homens e mulheres querem coisas diferentes. Esperam de forma diferente. Amam diferentemente.

E o que resta fazer? Essa é uma pergunta que eu não vou conseguir responder... Então, se alguém puder, por favor: LUZ, LUZ, LUZ!!!

6 de jan de 2010

Como se acostumar com a solidão?

Mesmo vivendo em uma cidade do tamanho de São Paulo, sempre existe alguém que se sente só. Ninguém, em plena consciência, diria que não. Você pode estar numa festa, envolvido em conversas de todos os tipos e, no fim da noite, sentir a solidão. Você pode não dormir sozinho, mas Ela está ali, ao seu lado, só esperando o momento certo para te pegar.

Todos nós precisamos da solidão. Para o bem ou para o mal, é uma coisa necessária. Solidão não é quando você sente falta de alguém que já foi, não é quando você se senta sozinho para tomar um café no shopping. Solidão é quando você se perde de si próprio e não consegue encontrar. Alguns momentos pedem a solidão para que consigamos colocar as idéias em ordem, pensar qual é o melhor jeito de fazer uma coisa ou realizar um projeto. Mas não muito  tempo. Nós precisamos de pessoas que nos ouçam, que falem para que nós ouçamos.

E então cabe a você decidir qual é o tipo de solidão que quer carregar: a solidão como sentimento de liberdade ou como abandono?

Nós, seres humanos, buscamos nossa liberdade durante séculos e até hoje muitas pessoas não se relacionam com outras de forma a assumir um compromisso por medo de colocar em jogo essa tão almejada liberdade. Sentir-se sozinho é um preço que se paga pelas escolhas. Entretanto, ninguém tem que ser solitário o tempo inteiro: as pessoas precisam uma das outras e não é vergonha nenhuma pedir companhia.

5 de jan de 2010

Instinto x Sociedade

Em todas as sociedades, nós, mulheres, estamos num sistema de constante decadência: diminuem qualidades e quantidades de homens.

Talvez o assunto não seja interessante. Talvez os meus leitores (homens) tenham vontade de atirar em mim. Ou, talvez, deixando toda e qualquer hipocrisia de lado, no fundo, concordem comigo. Logicamente não será necessário deixar seu comentário concordando, mas nós dois sabemos que você dará aquela risadinha ao ler o que eu tenho a escrever.

A verdade é que os homens não conseguem manter a “monogamia” por muito tempo. Sei que isso vem desde a pré-história. E é até compreensível que vocês olhem para o lado ao ver passar uma mulher bonita, toda cheia de curvas. Essa sempre foi uma função do homem: procriar, manter a espécie. E, para isso, os olhos procuram aquilo que os hormônios pedem. Mas, como todo bom ser humano, vocês vivem em sociedade, que pede para que controlem seus hormônios e sigam algumas regras que foram impostas, ou melhor, sigam as leis de convivência para que vivamos de maneira tranqüila e pacífica. Afinal, não é de agora que a guerra dos sexos vem acontecendo.

Eu digo isso inspirada num caso muito recente: um amigo deu uma festa. Fim de ano regado à álcool e amigos. Chamou todas as amigas, inclusive uma “ficante” e uma antiga paixão. Se ele tivesse pedido a minha opinião antes, eu diria “Escolha uma, ou outra”. Entretanto, ele não foi esperto o suficiente para ouvir a voz de uma terceira mulher e... se enfiou de cabeça num buraco [quase que literalmente].

No decorrer da noite, após muita champagne... ele sumiu. E junto dele, a ‘ficante’. A outra menina ficou tão desolada que eu achei que 2012 havia chegado. Ela foi embora. Hoje, após quase uma semana, ele percebeu o grande erro da vida dele. Tentou pedir desculpa. Nenhuma resposta. E eu, como boa amiga, ajudei-o moralmente dizendo: “Bem feito. Acho pouco.”
 
Na vida, temos que aprender com os próprios erros, não importa o quão doloroso seja para nós, ou para os outros. E vocês, homens, precisam aprender que todo mundo faz de conta que acredita na monogamia de vocês, o problema é quando vocês não sabem como acreditar também.

2 de jan de 2010

ReNove - 2010

Há algum tempo venho me perguntando qual é o sentimento que rege as pessoas durante as comemorações de final de ano.

Em época de Natal, segundo algumas pesquisas, a solidariedade e a compaixão do ser humano aumentam. É aquela coisa: todos nós queremos compartilhar as experiências, dividir o que temos, doar o que não nos fará falta. E então eu venho aqui para dizer que a solidariedade não é doar aquilo que não nos fará falta ou aquilo que nos sobra. Ser solidário é doar sem que você tenha sobrando, é compartilhar das emoções e sentir a dor (ou a alegria) do próximo sem que isso tenha real poder de afetar a sua vida (e, mesmo assim, você está ali, sendo solidário). Solidariedade é ter um pão, partí-lo e ceder uma metade.

Fim de ano. Réveillon. Esperança de uma vida nova. Vida nova? Foi isso mesmo que pensei? Nós não podemos esperar uma vida nova se não estivermos totalmente dispostos a abrir mão dos antigos hábitos, das antigas paixões, dos antigos vícios. Como é que podemos esperar uma vida nova chegando junto a um novo ano se não conseguirmos nos fazer novos?

Novas pessoas. É isso que queremos ser. E como é que vamos atingir esse desejo? Deixar de ser. Tornar-se outro. Cortar os defeitos. Reconstruir qualidades. Viver o novo. Apaixonar-se novamente. Dar valor a outras qualidades... Tudo isso é um desafio. Viver um novo ano será sempre um novo desafio. Para quem teve um mau ano, ansiedade para que ele passe e outro venha. Para quem teve um bom, que sejamos melhores: tenhamos coragem de enfrentar os novos obstáculos, consigamos alcançar as expectativas.

A verdade é que todos nós esperamos renovar. Renovar é o verbo que rege o fim do ano. Se eu não consegui descobrir o sentimento, descobri este verbo. Renovar as forças, as esperanças; renovar as finanças, começar de novo, pagar aquela dívida, agarrar aquele trabalho, começar um novo estudo, investir num novo projeto. Renovar pode ser até levado para o lado fútil [e útil] da coisa: o guarda-roupa, a sapateira, a gaveta de lingerie!

Não importa o que você queira renovar, importa que você coloque em prática as ações que te levarão a essa renovação.

Renove sua vida, suas paixões. Renove seus vícios, suas virtudes, seu coração.

Renove. Essa é a ordem para 2010.

Que sejamos felizes, capazes, e novos neste ano que começa agora!

[Eu, por exemplo, preciso começar renovando o blog! ]