23 de dez. de 2011

Resoluções de Ano Novo para um Novo Ano

Estamos, de novo, naquela data do ano em que todos começam a ficar mais amáveis, mais dóceis e mais nostálgicos.

A mídia começa a nos apresentar a retrospectiva do ano, com as fotos mais marcantes, com os fatos mais comentados, com as revoluções...

Os amigos começam a escrever mensagens com os melhores desejos do mundo para todos que dizem amar. Todo mundo é feliz, todo mundo deseja o bem. Ninguém carrega dentro do peito mágoas ou rancores, afinal é hora de zerar o termômetro e esperar que o relógio marque 0:01 de um novo ano.

Recomeço, graças ao calendário, acontecem todos os anos. Acerte seu relógio para Janeiro. O novo ano é a nossa recompensa por ter sobrevivido às festas de final de ano... E carregamos conosco todas as tradições de resoluções para o ANO NOVO.

Queremos deixar o passado para trás. Queremos começar de novo. Queremos ter a chance de colocar os problemas do ano passado de lado. Não podemos resistir à chance de um novo começo.

Quem determina quando o velho termina, e o novo começa? Eu não acredito que seja um dia no calendário; um aniversário, nem um ano novo. É um evento, grande ou pequeno, alguma coisa que mude a gente idealmente e nos dê esperança. Uma nova forma de viver e de olhar para o mundo; Desfazer-se de velhos hábitos, memórias antigas.

O que eu quero para o próximo estágio? Quero acreditar sempre em um novo começo. Quero lembrar sempre de que, no meio de toda essa confusão, que se chama vida, ainda existem coisas que valem a pena serem mantidas. E quero mantê-las, independente de quantos dias de um novo ano esteja marcado num simples calendário.

À todos, desejo: Garra, porque a vida é dura com quem é mole; Alegria, para tornar a vida mais leve. Amigos, para que ninguém fique sozinho, nunca; e um grande AMOR, porque todo mundo precisa saber que a vida fica mais colorida quando a gente sabe se doar.

Feliz Natal e, ao invés de um Próspero Ano Novo, que vocês sejam Novos quando o calendário mudar.

"All is quite on New Year's Day
A world in white gets underway.
I want to be with you, be with you night and day.
Nothing changes on New Year's Day...
I.... will be with you again..."
(U2, New Year's Day)

6 de jun. de 2011

E ele continuou...

Há mais ou menos um ano algo aconteceu, e mudou o meu coração para sempre. Algo que vai preencher meu travesseiro para o resto de minha existência.

Duas frases que parecem exageradas, mas servem para expressar como pessoas podem fazer imensa falta em nossas vidas.

“Ele continuou, nós ficamos...” foi uma afirmação que minha mãe fez.

Então eu me questiono: até que ponto afirmar quem seguiu em frente e quem parou? Porque eu não parei. Eu não fiquei. E nunca vou ficar. Só caminhei em busca de meus sonhos. Embora ele estivesse incluso neles, eu não estava nos dele.

Penso que a perspectiva da minha mãe é um pouco nostálgica. É o olhar de alguém que enxerga somente a mudança dos outros. Como eu disse no texto “Metamorfose" nós estamos em constante mudança e não percebemos isso acontecer.

Não é sempre que me questiono aonde as pessoas foram parar, mas é lógico que bate aquela curiosidade. Por ser sensata, não vou sair removendo meu baú, causaria muitos estragos. Além do mais, a curiosidade não se estende a todas as pessoas porque, de certa forma, existem aquelas que nós fizemos questão de mandar embora. Falo das pessoas que nós, de alguma maneira, amamos; pessoas que marcaram nossas vidas para sempre.

Engraçado é perceber que o tempo não pode apagar tudo. Ele ameniza as dores, diminui as mágoas, e eu pensei que apagasse algumas paixões também. Vivo esperando o momento em que meu coração não dispare ao pensar no que passou, que eu não perca noites de sono esperando notícias, imaginando, tentando esquecer. Tenho feito um esforço danado para minimizar o que significou para mim, em vão.

Sinto que o inverno também ajuda a trazer à tona o que pensei estar bem guardado. Nesta estação do ano, em que as flores se vão e sobram apenas os espinhos, desejamos estar aquecidos e, talvez por isso, as paixões atingem o ápice: para aqueles que estão começando algo novo ou para aqueles que tentam, ansiosamente, finalizar um ciclo.

Às vezes penso que o inverno é muito longo. Pelo menos este será, porque eu gostaria que ele fosse como o último inverno brasileiro; porque eu queria sentir o calor que tive no inverno passado. Mas as coisas não são como eu gostaria que fosse. Elas nunca são. E talvez isso seja para o bem.

Quero me desfazer de tudo que o passado deixou em mim, inclusive do que foi bom. É que o bom, hoje, me traz saudade. E a saudade não me faz bem, pois é uma saudade que não vai morrer, só faz aumentar. A saudade de gente viva. A saudade de gente que poderia estar ao meu lado e se foi. A saudade de alguém que, para falar a verdade, se dependesse de mim, nunca teria partido.

Não sei o motivo do destino nos contrariar. Não sei por que dizem que não sabemos o que é melhor. Ou se sabemos, queremos abusivamente provar que não é nossa escolha. Que temos deveres, obrigações a serem cumpridas.

Vou me encontrar mais uma vez. Já fui em busca de mim em muitos lugares: campos humanos, campos espirituais. Às vezes nem sei que eu ainda sou. Mas sou.

Por enquanto...

Mantenho a esperança em algo que deveria morrer; mantenho alguém dormindo em meu travesseiro quando, na verdade, está muito distante de mim. E, quanto mais distante se faz o corpo dele, mais presente o sinto em meus pensamentos....

Definitivamente isso ainda não acabou... Ele ainda não foi embora. Não para mim, que não quero deixá-lo ir... que ando perdendo meu controle quando ninguém está vendo. A ressaca que jamais termina, a ressaca que está me consumindo, com o meu consentimento.

E o mundo continua girando...

"I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead"
(Adele, Someone Like You)



17 de abr. de 2011

The over-man-reaction

Todos nós passamos por momentos que exigem muita paciência e dedicação, seja para a realização profissional, seja para a realização amorosa. O que queremos, nem sempre é fácil obter. Mas se fosse fácil, qual seria o verdadeiro sentido da vida? Afinal a vida é feita totalmente das batalhas, independente das vitórias ou derrotas. Nas derrotas, aprendemos como não agir, ou quando parar, ou que caminho não tomar. Nas vitórias, bem, esta dispensa qualquer explicação.


Entretanto, por mais vitórias acumuladas durante o seu percurso, você sempre buscará por mais. Não adianta pensar que a obrigação foi cumprida, ou em estar plenamente realizado. Quem assim pensa é muito pequeno. Muito mesmo. E isso não é um insulto. O ser humano não para. Ele nunca quer apenas o conquistado, ou o pouco que tem, ou o muito acumulado. Ele quer mais, sempre mais, sempre além. O ser humano é over top.

29 de mar. de 2011

Me and the City...

Carrie Bradshaw já dizia que toda mulher com os seus vinte e tantos anos sai de casa e vai morar em New York em busca de duas coisas: Marcas e Amor.


Fui uma das muitas garotas que sonhou em sair de casa com destino a New York City... and there I was!

Quando tudo aconteceu em minha vida, estava preparada para enfrentar o novo e descobrir o que eu realmente estava fazendo no mundo. Acreditei que, saindo de meu casulo, poderia sobrevoar novos jardins e encontrar o que eu era. Não que eu ainda não soubesse quem sou, mas sempre fui uma parte incompleta de mim mesma: era incalculavelmente presunçosa e pensava ser capaz de controlar todas as coisas que me aconteciam durante a volta que a Terra dava.

Em 2010, me tornei uma das pessoas mais felizes da superfície terrestre. Realizei todas as coisas que sempre busquei... E não por golpe de sorte. Passei 10 anos plantando e cuidando de minha plantação para que pudesse colher bons frutos. Obviamente contei um pouquinho com a sorte e com a boa vontade de muita gente envolvida em minhas realizações. Gente que não posso deixar de agradecer, embora não haja palavras e gestos suficientes para isso.

Eu não me arrependo de ter ficado, quando voltei. Talvez se tivesse subido no avião pela segunda vez, nunca voltasse a ser quem sou. Mas, às vezes, penso ter deixado meu brilho perdido em algum lugar da Broadway, ou do Village, nas esquinas da 5th Avenue, ou na elegante postura da Madison... Porque eu costumava brilhar em meus sapatos coloridos e meu cabelo aloirado.

Hoje, bem... Talvez o brilho não seja o mesmo, mas ainda estou procurando por meu ponto de luz...

E saibam: posso ter ido à New York em busca de marcas e amor, mas encontrei algo muito maior por lá. Metade de mim perdida, algo que me trouxe o autoconhecimento.

24 de mar. de 2011

E se eu chorar...

Talvez chorar seja a única coisa que alivie a angústia que sentimos. Já ouvi muitos conselhos que diziam: “Não chore, não vale à pena”, “essa pessoa não merece uma lágrima” e até mesmo “chore em doses homeopáticas para não acelerar o aparecimento de rugas”, mas a verdade é que nada disso funciona. Quando se está magoada e ferida, a angústia toma conta de todo nosso corpo. Aliás, em alguns casos, é como se tivéssemos tomado uma surra. Digo por experiência: dói, e a dor é física.


Algumas vezes nós nem sabemos de onde vem a dor. Ela está tão generalizada que é difícil definir. Dói o peito, dói o braço, dói o estômago; você sente enjôos ao comer, desiste de comer e não sente falta disso; você não tem vontade de levantar da cama de manhã, como se tivesse sido atropelada; até a vontade de tomar banho, você perde! E então alguém que já chorou, sofreu e amou te diz pra não chorar! Como assim?

Quer saber logo a verdade? Chore! Chore como se nunca tivesse amado antes! Chore como se você fosse atriz de um dramalhão mexicano! Enfie-se embaixo do chuveiro, deixe a água correr, deixe a lágrima cair e, se não tiver mais forças para se manter em pé, encoste a cabeça na parede e abrace seus joelhos, e então chore até que seus olhos sumam de sua face, de tão pequenos...

Então eu te digo: você vai sair do banho com cara de pastel, mas pode apostar que na manhã seguinte não haverá mais lágrimas. Logicamente a dor não vai sumir do dia para a noite, mas este será o seu recomeço, eu não tenho dúvidas. Palavra de escoteira!

13 de mar. de 2011

Metamorfose

Tudo começou com aquela viagem. Na verdade não sei se metade minha ficou quando fui, ou se esqueci de me trazer quando voltei. Só sei que meus sapatos coloridos mudaram, foram da glória ao lixo, substituídos por aqueles neutros, os do dia-a-dia. Eu não trouxe o brilho da Broadway comigo; deixei o meu na Times Square.


Quando sai daqui, tinha certeza que muita coisa ia ser diferente. Eu só não acertei as coisas que mudariam. Foi surpreendente.

O tempo é mesmo um amigo imprevisível. Ele transforma tudo o que você conhece, ou acha que conhece. O tempo te transforma e você não consegue se lembrar em que momento as mudanças aconteceram.

Seria simples pensar que todos nós aprendemos com o tempo. Tempo, o mestre de todas as lições que não nos ensinam na escola. Mas quando menos esperamos, estamos caindo no mesmo erro, repetindo a mesma falha, marcando o mesmo passo. Talvez isso aconteça porque ficamos preocupados demais em acertar e acabamos esquecendo-nos de prestar atenção aos detalhes mais importantes, aqueles que poderiam nos salvar de errar o caminho e cair em um buraco novamente.

Mas, se pensarmos bem, nós podemos cair em diversos buracos ao decorrer da vida, o importante é que não caiamos diversas vezes no mesmo buraco.

15 de nov. de 2010

Ao que se foi...

Estou aonde sempre quis estar. Consegui realizar algo que nunca pensei ser capaz. E nao é como se fosse ingrata ou vivesse insatisfeita, mas sinto no meu coração uma históri que não terminou. Desta vez não estou falando o futuro. Eu sinto falta de alguém que ficou no passado.

Fecho os olhos para as lágrimas não correrem. No último mês no Brasil, já havia derramado todas elas. Não quero pensar que as coisas se resolverão. Quero seguir meu caminho e deixa-lo seguir em frente também. Mas o que fazer quando, em frente, só há o rosto dele? O que fazer quando, por maior que seja sua vontade de negar, o seu coração ainda diz que ele estará logo ali?

Não acredito em conto de fadas. Há muito tempo meu príncipe virou sapo e o feitiço não se desfaz com um beijo.

Acredito em destino, mas não aceito o fato de ele ter total controle de nossas vidas. Acredito no fato dele colocar as situações, mas quem resolve o que fazer e como fazer somos nós.

Uma vez li que "uma pessoa espera a outra, seja no meio do deserto ou das grandes cidades". Às vezes, nós pensamos que encontramos aquela pessoa que estavamos esperando e, de repente, percebemos o engano. Eu não podia entender muito bem como é que isso funcionava. Quer dizer, você olha pra pessoa e sabe que é ela? Mas, de repente, eu percebi que não. Nem sempre olhamos para o lado certo e geralmente elegemos uma pessoa e queremos acreditar que será. Há tantas coisas que acontecem em nosso coração que confundem nossos caminhos, causam grandes desencontros e nos trazem a dor.

Demorei pra saber como funcionava essa coisa chamada amor; esse lugarzinho comum que inventamos para ludibriar a solidão. Hoje posso dizer pra vocês: o coração não vai disparar; suas mão continuarão do mesmo jeito, nenhuma gota de suor a mais ou a menos. Você também não vai ouvir sinos. Aliás, por algum tempo você não vai nem perceber aquela pessoa e a tratará como se fosse qualquer amigo seu. Mas, de repente, algo vai mudar e você saberá. Sem efeitos especiais ou sinos coloridos. Você apenas vai olhar pra ele e saber que era ali o lugar que você queria ficar o tempo inteiro, mesmo que ele fosse uma abóbora. A partir daí, vocês poderão ser "felizes para sempre" ou fazer como eu: desejar que ele seja feliz no caminho em que escolheu. Agora eu sei que a minha pessoa não estava me esperando no meio de uma grande cidade, ou do deserto, mas também sei que ela já não estava mais me esperando e, o máximo que posso fazer é aguardar os sinos tocantes e o coração disparado. Espero que as minhas borboletas estejam sobrevoando algum jardim no Brasil, tornando os dias calorentos mais alegres e coloridos.


P.S.: O texto acima foi escrito há algum tempo. Estava salvo aqui e achei justo postar, já que não gosto de deixar nada pra trás. Entretanto, muita coisa em minha vida mudou e hoje o rosto é mais um rosto no passado e, por mais incrivel que pareça, não há chances de fazer parte do meu futuro... porque assim eu escolhi. Sigo em frente, de cabeça erguida, sonhos realizados e muito amor dentro de mim. Que as minhas borboletas continuem vivas e coloridas...

19 de out. de 2010

O fim das borboletas

Nós temos inumeras maneiras para resolver as coisas, mas por mais que tentemos descobrir a melhor, escolhemos a forma mais errada. Não que gostemos do que é errado, talvez a gente pense qe seja realmente a melhor maneira. Entretanto, ao fim do dia, a gente percebe que tudo não passou de um grande equívoco.

Podemos ter tudo nesta vida, já dizia "The Secret". Só não podemos apagar o passado.

O passado deixa muitas marcas. Essas arcas, ou melhor, cicatrizes, fazem parte de nossa história. Elas são o que nós somos. O nosso maior erro é tentar apagá-las. Nós não temos como fazer isso, se você tira a casca, ela sangra e, no fim, independente de mexer nelas ou não, elas ficam na pele, marcas inconfundíveis.

Então, o que a gente pode fazer para ser melhor? Tentar não repetir os antigos passos. Tentar se alguém melhor a cada dia.

É complicado falar o que deve ser feito. Na verdade, a gente demora pra aprender. E isso nos faz tolos, porque a gente sempre acha que não vai cair no mesmo erro.

Todos nós temos experiencias que marcam e, nem sempre, nos orguhamos delas. Nós somos enganados, tornando-nos descrentes. Temos medo de assumir quem somos, medo de ofuscar quem somos. A gente demora pra descobrir o que procura, demora pra formar conceitos. A gente demora (e erra a hora) pra deixar alguém entrar em nosso coração. E quando a gente percebe, já é tarde demais.

Ninguém gosta de omissão. Mas todo mundo omiti algo de alguém. Todo mundo tem aquele segredo que ninguém sabe. Entretanto, uma hora, nós podemos sentir o "amor" brotar.

Sempre falei sobre amor. Acredito nele em diversas maneiras. Entretanto, há um amor comum a todos, aqueles que todos procuram.  Eu o escolhi, sem poder ter. Hoje, abdico este amor, nego a dor que sinto, desisti de consegui-lo para que ele possa ser feliz. Não há como esquecer.

O que me conforta é saber que a escolha foi dele. E eu não sou responsável por qualquer arrependimento.

Se acredito que possa amar novamente? Acredito. Pode ser que não seja do mesmo jeito, mas serei feliz também. E por enquanto, só resta esperar que as borboletas percam suas asas e morram; até que um novo casulo se rasgue e traga à vida uma bela e colorida e nova borboleta.

15 de set. de 2010

Da gaiola para o mundo

Sempre fui muito persistente: planejei, busquei, alcancei. Depois de tanto sonhar, cheguei aonde queria. Estou conhecendo um mundo que eu nao imaginava ser tao pequeno. Mas, mais importante que isso, eu to me conhecendo melhor. Hoje 'e o momento de me encontrar; de tracar novas metas, planejar menos, sonhar menos e realizar mais. Eu estou tao proxima de mim e nao tenho medo do que vou descobrir pela frente. 'E um processo de amadurecimento, no seu mais amplo sentido.
Essa 'e a hora de me redescobrir, de me reinventar. Estou deixando pra tras tudo que nao me importa, que me 'e superfluo. Ja nao me interessam mais as poucas coisas que podemos ter. Eu quero o que podemos viver, aprender e ser.
Sao tantas coisas pra dizer, tantas sensacoes pra digerir que eu mal consigo redigir um texto. Alias, esse novo modo de escrever vai me deixar maluca. Nao ha acentuacao que resista. Mas eu sigo em frente, me adaptando ao novo teclado, alem de me adaptar a este novo modo de vida: longe de casa, longe de minhas raizes, longe de minha cultura, longe das pessoas que amo... e  me sentindo livre como nunca!

13 de ago. de 2010

Nas entrelinhas do fado

As palavras são coisas de múltiplos significados. Muitas vezes elas se enquadram em nossa realidade sem que queiram fazer isso. Aquilo que falo a uma pessoa pode ser compreendido de outra maneira por alguém ao lado.
Mesmo nas bocas de bons comunicadores, elas se perdem e se encontram em contextos diferentes.
As brigas, as guerras e as incompreensões são frutos da palavra, a maior e mais poderosa arma do planeta.
Seria muito mais fácil se conseguíssemos transmitir o que pensamos de maneira mais prática, uma maneira que não deixasse possibilidades de duplos sentidos.
Tive uma experiência um pouco traumática quanto ao uso das palavras. Considero-me uma boa comunicadora, apesar de gostar da utilização de metáforas. Entretanto, quando preciso ser clara, tento ser o mais concisa possível. O problema é que meus receptores nem sempre conseguem me compreender facilmente.
De maneira alguma estou chamando-os de ignorantes ou lentos, talvez a culpa seja minha mesmo, mas acho engraçado como os pensamentos deles não conseguem se conectar aos meus.
Um dia desses, estava tentando dizer que sou ciente do que faço, que não acredito e não gosto de culpar outras pessoas pelo meu insucesso e fui entendida de maneira completamente diferente.
Eu não aceito a culpa de terceiras pessoas e não acredito que "se tivesse sido diferente" mudaria minha vida. Como já disse no texto "As escolhas que a vida não faz", acredito que a vida seja feita de escolhas, e eu sou totalmente responsável pelo meu caminho. É claro que alguns acontecimentos são independentes de nossas vontades. É aquela famosa história: "mesmo que façamos nossas melhores escolhas, às vezes o destino nos vence".
Se eu me conformo com o que estou sentindo ou com a maneira que estou me sentindo à respeito da situação, não quer dizer que seja algo insignificante, ou que eu não esteja magoada ou que eu tenha gostado do que aconteceu, mas quer dizer que sou ciente de que a escolha foi minha e estou colhendo os frutos dela. Se eles são doces ou azedos, as sementes que plantei são responsáveis.
Não há motivos para exigir de outra pessoa uma postura diferente. Nunca fui enganada, ao contrário, sempre soube o risco que correria.
Cabe à mim colar os pedaços, curar as feridas, estancar o sangue, levantar-me do tombo. Saber como me curar, ou como agir perante o público que viu minha queda, significa que sou madura para reconhecer a minha culpa e encarar a situação em que me meti, mas sem colocar em questão como me sinto diante disto. Os fatos e os meus sentimentos não devem ser julgados pela minha força de seguir em frente e valorizar o que sou.
Aliás, valorizar o que sou é o que faço, sem tirar a importância das pessoas que passam por mim. Mesmo tendo escolhido o que pensei ser o melhor caminho, veio o destino e jogou tudo pela janela. Mal sabe ele que eu ainda espero o mundo completar esta volta para tentar, mais uma vez, ludibriar e vencer o "fado".
Que esteja escrito meu futuro, mas as entrelinhas são rabiscadas por mim!

11 de abr. de 2010

Da expressão da dor

Tantas coisas a serem ditas
poucas palavras capazes de dizê-las.
Tem gente que grita,
tentando aliviar a dor.
Outros correm, chorando.
Eu caço palavras,
que deslizam fugitivas,
para escrever o sufoco.

25 de mar. de 2010

The cosmopolitan

Ainda falando sobre questões geográficas, me pego pensando em alguns pontos de minhas escolhas.

Em certo momento deste ano, o conteúdo do blog poderá ficar mais ácido, porém essa acidez tratará de assuntos relacionados a passaporte, visto, passagens aéreas, etc.

Pra situar vocês, vou contar o que está acontecendo: vou viajar.

É verdade que tenho 2010 inteiro pela frente, mas tenho quase certeza que ele passará voando. E eu passei tanto tempo planejando essa viagem...

Sempre quis conhecer a Europa. Sim, eu tive um sonho londrino. Acredito que, quando se está num país europeu, fica fácil conhecer os outros. Entretanto, por uma questão financeira, mudei meu destino e estava decidida a ir para os EUA, mais especificamente New Jersey. Essa escolha foi influenciada por uma amiga muito querida que mora lá há uns três anos.

Depois que me conformei com os Estados Unidos, fiquei pensando em alguns pontos que eu gostaria de conhecer. E eles estavam espalhados pelo país inteiro. Ficaria muito caro realizar isso! Muitas cidades têm sua beleza especial, como Seattle, San Francisco, San Diego, Los Angeles. Na costa do pacífico, o calor é quase tropical! Chicago and all that jazz! E, por fim, Nova Iorque, a cidade que nunca dorme.

Mas, depois de todo esse conformismo e plano, surgiu uma oportunidade de ir à Irlanda. Fiquei feliz com essa possibilidade. Berço da civilização que é, poderia entrar num trem e ir a diversos destinos: Londres, Paris, Holanda... é tudo tão perto e tão tentador!

Porém, esses dias ao ver o trailer de “Sex and the City” (como já disse antes), meus pensamentos foram à mil.

E Nova Iorque? A verdade é que eu sou totalmente cosmopolita. Quero ultrapassar fronteiras geográficas, lingüísticas, culturais. Eu não sou patriota, embora queira voltar a morar neste país no futuro, afinal aqui está meu coração.

Não acredito que possamos perder aquilo que damos valor. Não há cultura ou propaganda que apague isso da gente. Minhas raízes estão aqui. E, sinceramente, se essas pessoas que amo não ficassem por aqui, eu nunca mais voltaria.

Embora eu esteja em dúvida sobre qual destino tomar, vejo New York como a cidade das luzes ofuscantes. A verdade é que penso em New York com alma yankee.

"Start spreading the news...I'm leaving today.
I want to be a part of it... New York, New York. [...]
New York, New York
I want to wake up In a city that never sleeps
These little town blues are melting away
I'm gonna make a brand-new start of it
In old New York.
And... If I can make it there, I'm gonna make it anywhere.
It's up to you, New York, New York!"
[Frank Sinatra, Theme of New York]

21 de mar. de 2010

And all that glitter

Tudo que sei a respeito de outros países são informações que pesquisei, fotos que vi, mas nenhuma experiência vivida ainda. Através de filmes, vi as ruas de New York sofrerem diversas transformações. Talvez isso explique a minha fascinação pela 5th Avenue, pela vitrine da Tiffany’s, e o quarteirão do Central Park... talvez isso explique a dúvida inacreditável entre ir a Europa ou aos Estados Unidos.

Embora a Europa seja o berço da civilização e guarde as maiores obras de arte de todos os séculos, New York é, definitivamente, o eixo de rotação do mundo. É a cidade em que as coisas acontecem. Todo o poder e degradação humana...

Nova Iorque é habitada por milhões de pessoas, de diferentes nacionalidades, crenças e línguas. É a localização dos maiores empreendimentos mundiais... é a beleza do caos e da civilização moderna.

Em Nova Iorque, encontramos tudo o que procuramos, desde um completo hot dog até o último lançamento de um Manolo Blahnik.

Do topo do Empire State, podemos ver o fluxo de uma cidade que não dorme; saindo do Battery Park, chegamos à Estatua da Liberdade, uma das sete maravilhas do mundo.

Se formos consumistas e tivermos um cartão de crédito milionário e uma conta bancária abastada, poderemos gastá-lo em algumas, ou todas, lojas das maiores grifes mundias: Chanel, D&G, Dior, Yves Saint Laurent, Jimmy Choo, etc.

É claro que nós encontraremos tantas coisas parecidas em grandes metrópoles européias, mas não com toda a luz e brilho e cor que New York faz brotar em nossos olhos. Quer dizer, você já reparou como a arquitetura das cidades européias é escura? Mesmo Paris, a cidade luz... Londres, nem se fala!

A verdade é que tudo tem sua beleza peculiar, mas o mundo moderno tem um imã que atrai essa gente mundana como eu!

“New York
Concrete jungle where dreams are made of
There's nothing you can't do
Now you're in New York
These streets will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Hear it for New York
New York, New York”
(Alicia Keys, Empire State Of Mind)

16 de mar. de 2010

Tv shows

Nunca fui adepta a séries televisivas, principalmente quando elas são a sensação do momento. Entretanto, de um ano pra cá, escolhi algumas para treinar meu pobre inglês (o que surtiu grande efeito, diga-se de passagem). Dentre elas estão: “Grey’s Anatomy”, “Gossip Girl”, a queridinha da América “Friends” e a poderosa e quarentona “Sex and the city”.

Por algum tempo fiquei em frente a Tv, acompanhando a vida maluca de Rachel, Ross, Monica, Chandler, Phebe e Joey. E, no último episódio, me senti como uma criança sem seu doce predileto. Foram boas 10 temporadas, vividas com emoção, choro, gargalhadas e o “Central Perk”.

“Grey’s Anatomy” e “Gossip Girl” são as séries da moda, o que não tira o mérito delas. Na primeira, muito sangue e adrenalina correm nas veias. Ficamos extremamente tensos enquanto nossos heróis estão dentro de uma sala cirúrgica, no Seattle Grace Hospital. Torcemos absurdamente para que sobrevivam à vida em preto e branco, solucionando seus problemas afetivos.

Já em “Gossip Girl”, temos uma série tipicamente fútil, que nos mostra a moda, a vida e a podridão da high-society yankee. São adolescentes [?] que vivem no metro quadrado mais caro de New York – o Upper East Side de Manhattan – desfilando altivamente com seus cabelos sedosos, um Chanel cobrindo os corpos esguios e aquele desejado D&G (que nosso bolso não pode comprar) nos pés!

E, embora eu tenha ouvido muitas críticas a respeito, “Sex and the city” foi uma das séries que mais me surpreendeu. Carrie e suas amigas são legítimas nova-iorquinas, elegantes, bem sucedidas, mas que vivem à procura daquilo que toda mulher [de qualquer parte do mundo] procura: o verdadeiro amor. Ao fim das 6 temporadas, questionando-se sobre suas escolhas, medos e opiniões, finalmente encontram a felicidade, percebendo o que importa realmente.

Ontem, enquanto assistia ao trailler do segundo filme, sequência da série, uma música me chamou a atenção. Empire State of Mind é o nome da música. E, parando realmente pra pensar, devemos dar o braço a torcer e afirmar que New York é o lugar onde as coisas acontecem. Mas isso é assunto para um próximo post.


13 de mar. de 2010

Cinderella Desencantada

Independente de nossas feridas, de nossa história, nós, mulheres, devemos manter a dignidade.

Estamos habituadas a viver procurando o "cara perfeito". Por esse motivo, entramos em inúmeras roubadas. Deixamos com que os inescrupulosos desempenhem o papel e, ao final da cegueira, infelizmente, as máscaras caem, o instinto fala mais alto e ficamos, mais uma vez, decepcionadas.

Após sofrermos algumas boas decepções, passamos a querer agir como homens, esquecendo alguns valores femininos que foram plantados através dos séculos. Afinal, se eles podem por que nós não podemos?

A resposta pode não agradar, mas é simples e verdadeira: vivemos num mundo machista. Extremamente machista. Embora sejam tempos modernos, o mundo ainda sustenta algumas antigas concepções, inclusive as mulheres que o habitam. E comprovo este fato fazendo a seguinte pergunta: O que você diria de uma mulher que aos 40 anos não se casou, não teve filhos e vive mal-humorada? Apenas pense em sua resposta. Isso comprovará a minha afirmação sobre o mundo ser machista.

Mesmo lutando por direitos iguais e, muitas vezes, sustentando uma família, mulheres não devem perder a delicadeza, a elegância e a dignidade. Não é porque fomos feridas que temos que ferir. E não precisamos, inclusive, gastar milhares de palavras e mensagens de texto para todos os contatos masculinos de nossa agenda.

É vergonhoso ver uma mulher mandar várias mensagens para homens diferentes na mesma noite e ficar esperando a resposta.

Quer dizer então que qualquer um pode ser o cara perfeito? Quer dizer que ele não precisa se esforçar e ter bons argumentos para te chamar para sair? Ou seja, ele simplesmente responde a sua mensagem e consegue o que quer?

É por isso que não vemos mais romances bonitos, a não ser no cinema. Nós não esperamos que eles se interessem e planejem um programa para nos surpreendermos. Na verdade, nem existe um primeiro encontro atualmente. Combinamos de nos encontrarmos em lugares nada pessoais, abarrotados de pessoas e, se rolar, rolou!

Então, no dia seguinte, engatilhamos o celular e disparamos mais mensagens de texto noite adentro.

24 de fev. de 2010

"Casca - grossa"

Todas as pessoas escondem a essência, seja por necessidade de se proteger, seja por medo de se libertar. Eu escondo muito de mim, e uso palavras duras para isso. Uso, também, ironia e falta de gentileza. Não que eu não seja gentil. Eu sou. Sou educada também. Educada e gentil a ponto de ceder meu lugar a qualquer pessoa que queira se sentar. Educada e gentil de deixar as pessoas saírem do estacionamento na minha frente. Mas por ser educada e gentil, gostaria que as pessoas fossem gentis comigo também. Não as condeno se, em um dia ruim, não conseguirem... Não é a gentileza do dia-a-dia que me ameaça... Eu chamo de gentileza o ‘importar-se’. Quando percebo que as pessoas simplesmente não se importam, eu prefiro não ser gentil. Porque, desta forma, eu as afasto da minha vida...

Não sei como cheguei ao ponto de me esconder das pessoas. Não fui sempre assim. Mas é difícil se manter clara como um rio raso quando as situações sempre são tempestades em alto mar.

Eu escondo o que há dentro de mim. Através dos tempos, após os muitos processos de aprendizagem, fui escolhendo algumas regras para seguir. Ninguém me obrigou a isso, eu simplesmente fiz as minhas próprias regras desejando que eu não me machucasse novamente. Lógico que a gente sempre vai se machucar. Nós erramos. Errar é típico do ser humano, e não é culpa de ninguém errar pela primeira vez. Se alguém te magoou, você não tem culpa. Se essa mesma pessoa te magoar pela segunda vez, você ainda não tem culpa. Mas deixar que ela te magoe pela terceira vez... a culpa é completamente sua!

E então eu aprendi que todos nós temos direito ao erro, mas temos que tirar uma lição. E, de cada lição, fazer suas próprias regras.

Sempre escondo a minha vontade de gritar e de chorar. Escondo meus vícios, minhas falhas... Tento esconder meus defeitos, mas isso requer muita prática. Quando sinto vontade de chorar, eu vou correr. Corro muito, como se o choro estivesse tentando me pegar... e, por algum motivo biológico que eu não sei explicar, todas as minhas forças para chorar se vão... Talvez porque, quando o vazio é muito grande, a lágrima se torne invisível...

Tento esconder minhas feridas também. E se tento esconder, quer dizer que eu ainda as sustento. Todos nós temos feridas, que vão das mais comuns às mais inusitadas. Nossas feridas são diagramas, mapas de nossas vidas. Elas nos lembram de onde viemos e pelo que passamos. Lembram-nos que erramos. Lembram-nos que deixamos algumas pessoas nos enganar. Elas nos lembram que somos seres humanos, sujeitos arriscados ao fracasso. E talvez isso seja bom porque, de vez em quando, a gente precisa saber que erra pra se sentir humano de novo...

30 de jan. de 2010

As escolhas que a vida não faz

No amor, assim como na vida, nós vivemos das escolhas que fazemos. Em todos os momentos elas são exigidas: para que lado ir, que caminho tomar, o que comer, o que não fazer...

E após algumas decisões, passamos a vida a perguntar se fizemos o certo.

Os relacionamentos fazem parte de nossas escolhas. Escolher ficar ou ir embora é uma das coisas mais importantes que devemos fazer. É o que vai mudar o nosso rumo, o que vai dignificar [ou não] as nossas atitudes. Entretanto essas escolhas devem ser impostas à você por ninguém mais que você próprio. Ninguém poderá te dizer que está na hora de escolher. Se isso acontecer, você precisa se perguntar se realmente está tomando conta da sua própria vida. Deixar que as pessoas te digam a hora certa de escolher é deixar de tomar as suas decisões. E se alguém te mandar escolher, você deve parar e dizer: “Tudo bem, já que você está indicando a hora em que eu tenho que fazer minha escolha, faça - a por mim”.

Já há algum tempo em que venho ensaiando uma maneira de falar sobre isso. Isso que eu digo são as dúvidas que existem em nossas vidas. Dúvidas que são impossíveis de extinguir, que sempre existirão. Não importa o quão incisivo você seja, ficará em dúvida ao menos uma vez. E essas dúvidas não são relacionadas apenas ao trabalho, ao caminho, ao almoço de amanhã... Mas elas estão presentes principalmente quando encontramos alguém que... bem, que mexe com os nossos instintos mais obscuros. Elas estão presentes quando você sente a necessidade de fazer algo que não quer, ou ainda quando você quer fazer algo que não deve.

Neste ponto introduzo uma questão que vive perambulando pela sociedade: Se nós sabemos que por trás de todo desejo nem sempre existe um sentimento, se sabemos que o sexo é uma necessidade fisiológica e que poderia ser saciada com qualquer pessoa que nos atraísse, por que nós insistimos em achar que uma pessoa pode realmente gostar de nós quando, na verdade, a atração física é o que está coordenando todas as palavras e ações que esta pessoa dirige a nós?

A maior verdade é que nós não conseguimos deixar de criar expectativas. Nós conhecemos as pessoas e, infelizmente, esperamos algo delas. Não que elas não sejam capazes de surpreender às vezes, mas nós sabemos que, na maioria delas, não querem corresponder ao que esperamos. Uma hora, mais cedo ou mais tarde, vamos nos machucar. As pessoas vão dizer adeus, virarão as costas e... bem, você vai esquecer que era só um desejo e vai querer chorar por não ter sido surpreendida mais uma vez.

Algumas vezes nós precisamos aprender a fazer uma distinção entre o desejo sexual e o desejo social. Algumas vezes nós precisamos fazer de conta que o coração não bate e o pulso não pulsa. Precisamos fazer de conta que somos animais selvagens sedentos por manter a espécie a salvo. Mas só por algumas vezes. Não tenha isso como regra à sua existência.

E, embora as dúvidas nunca sejam extintas, devemos saber que as escolhas partem de nós. Nós escolhemos como agir e se devemos ou não sofrer. Nós escolhemos como finalizar uma história. Nós escolhemos o tipo de solidão que queremos. Nós escolhemos o amor ao sexo; ou o sexo ao amor. Mas, com certeza absoluta, todos nós temos o mesmo fator influenciável para estas escolhas: a busca pela felicidade.

Talvez o caminho para a felicidade seja, apenas, aprender que nós podemos amar as outras pessoas sem exigir nada em troca.

22 de jan. de 2010

Alice e Pedro

Tenho acompanhado uma história de amor no blog “De todo Outono se faz a Primavera”. Quando vi o primeiro vídeo de Alice, assustei: “Era Alice a minha personagem? Ou será que era a personagem que existe dentro de todos nós? Ou, então, todos nós passamos por uma situação parecida?”. Fiquei horas pensando sobre o primeiro vídeo de Alice para Pedro. H-O-R-A-S! Simplesmente porque eu podia entender a situação do “primeiro e último encontro, já que nos encontraríamos anos mais tarde, quando estávamos completamente diferentes”.




Criei um vídeo – resposta pra toda essa história de amor, assim como foi proposto pelo projeto.


Deixo aqui o link do blog e uma missão: Veja e responda também. Faça parte dessa história de amor.


Beijinhos

19 de jan. de 2010

O que são nove anos?

Nove anos podem ser comparados a 9 minutos ou 9 horas de uma vida. Nove anos podem passar num piscar de olhos.
Você tem 16 anos e, nove anos depois, você está com 24... Parece que foi ontem que ele ainda raspava a barba por fazer no seu rosto, só pra deixar aquela vermelhidão e você morrer de rir enquanto ele te segurava.
Na verdade, são momentos que ainda estão muito vivos dentro de você. Momento que você nunca vai esquecer e ninguém, nem nada, poderá apagar. Há nove anos, um cara se sentava ao seu lado na mesa do almoço aos domingos e, quando você ia enfiar aquela garfada na boca, sua mão se sentia presa por ninguém mais que ele. Você olhava pro garfo, olhava pra ele e não conseguia se esquivar daquela força no seu pulso. E você amava aquilo. Todo domingo, disputava com os primos o lugar na mesa. Queria que fosse ao lado dele, só pra ter a emoção de ficar esperta ao movimento do braço dele.
Era por causa dele que você não tinha muita vontade de almoçar aos domingos também. Ninguém sabia, mas ele fazia uma ‘lotação’ no carro com as crianças, ia pra feira e pagava pastel com coca-cola pra todo mundo às 10 horas da manhã. E, ao meio dia, quem é que queria comer, minha gente? Nenhum de nós, obviamente. Era o segredo do domingo. O segredo que todo mundo guardou. Os pais sabiam, as mães não. E quando nós contamos, era porque tínhamos a certeza de que elas não poderiam brigar com ele nunca mais por isso.
Nove anos não é nada. Nove anos, na verdade, não chega nem a doer quando você tem tantas coisas boas pra pensar. Nove anos não é nada comparado a uma vida ao lado dele. E, por mais incrível que possa parecer, eu ainda te sinto aqui, Vô “Cride”.

18 de jan. de 2010

Entre o certo e o errado: equilibrando seu caminho

Nós sempre acreditamos que aprendemos com os erros. Acabamos errando novamente, talvez pela arrogância em pensar que, errando apenas uma vez, aprendamos o que é o certo.
Não posso teorizar muito sobre o assunto por dois motivos: não devo e não tenho estatísticas para me apoiar. Mas ouso dizer o que eu sinto. Ouso dizer o que vi, o que vivi. Nenhuma estatística pode ser contrária a isso. Ela pode, sim, mostrar que com a maioria é diferente. Mas o que a estatística sabe sobre mim? Ela algum dia parou à minha porta e perguntou o que eu sei?
Particularmente, penso que não há teorias o bastante para impor regras aos relacionamentos, principalmente sendo eles tão humanos como são. Não há regra para as reações de pessoas diferentes. Não há regras para sentimentos. Não há nenhuma regra que dite a idade em que você deva se apaixonar, em que situação você sofrerá mais e, muito menos, após quantas experiências dolorosas você deve aprender o necessário para saber com não passar por elas.
A gente sempre acha que aprendeu o bastante com os relacionamentos anteriores. Nós vivemos muitas coisas. Muitas mesmo. Vivemos coisas que não gostaríamos de viver, mas que são necessárias. No momento da dor, a gente chora, sofre, pensa que vai morrer e, mais tarde, quando tudo se acalma, a gente percebe que foi necessário, não saudável, mas necessário para o amadurecimento.
Entretanto, será que somos maduros quando mais precisamos de maturidade? De onde vem o discernimento que precisamos para saber o que é certo? E o que é certo e errado? O que eu sinto? Como devo agir?
Talvez a maturidade exista e, bem no fundo, você saiba como deve agir... Contudo, o que você sente vai contra o julgamento de ‘certo e errado’. O certo seria ir embora, fazendo de conta que não se importa mais. O errado é ficar, permanecer; errado seria contar a verdade, entregar-se como nunca fez antes: abrir o jogo e dizer que quer ficar, que não se importa com o que vai colher mais tarde.
É errando que se aprende? Eu não duvido disso, mas tenho lá a esperança de aprender antes de errar. Já dizia o povo que “errar é humano” e não há nada mais humanos que errar com outros seres humanos.
Nós queremos acertar. Temos boas intenções. Tudo o que a gente mais quer é alcançar a felicidade e, para isso, a gente encontra um caminho cheio de pedras: grandes, pequenas, impossíveis de ignorar...

Mas... Será esse o caminho para o tão sonhado “felizes para sempre”?