De uns tempos pra cá, comecei a duvidar da tal física, sobre elementos positivos que se repelem.
Na verdade, positivo atrai positivo. Essa é que é a coisa.
Quando passamos a acreditar que tudo vai dar certo, independente do tempo e da dor que sentimos, as coisas realmente começam a acontecer.
Em uma semana, muita coisa mudou na minha vida e nada me tira da cabeça que foi o positivismo que trouxe tudibom pra mim.
Maio, apesar do vento gelado e da escassez de idéias, começou com ótimas notícias.
Minha professora da especialização aceitou orientar minha pesquisa e, dessa forma, reavivou minha esperança de ter uma porta aberta ao stricto senso. Agora eu só preciso ultrapassar essa porta e fazer valer a pena. Dessa forma, vai-se exigir muito de mim e vou ter menos tempo de escrever... além das minhas idéias, que estarão voltadas interamente ao processo de aprendizagem das crianças esquizofrênicas e/ou autistas.
Com essas coisas acontecendo, não há possibilidade de me entristecer. Aos poucos, tudo vai caminhando pra realizar as 8 coisas que desejei antes de morrer e, quem sabe, eu possa acrescentar mais 8 e mais 8... e assim por diante.
Também quero dizer que, além dos projetinhos profissionais, tem alguém fazendo muito bem pra mim.
Às vezes, bate aquele aperto de saudade, mas eu sei que é por pouco tempo e logo haverá possibilidade de resolvermos tudo e qualquer coisa que estejamos dispostos a resolver.
Sei que esse post não tem nada de poético e muito de informativo, aliás, sobre a minha vida... coisa que não costumo fazer. Mas acredito que os meus queridos tenham percebido esses acontecimentos nas minhas entrelinhas, enquanto Cecília se colocava em narração.
Espero, do fundo do coração, que a minha poeticidade volte à tona e me deixe escrever novamente, sobretudo sobre Cecília e Laura, que precisarão sempre de uma história feliz, e que as ironias e acidez do nosso cotidiano não tomem conta daquilo que chamamos de felicidade.
Ótimo fim de semana e um golinho ácido sabor morango para todos vocês.

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"[...]E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
[...]
Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
redignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.
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Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consister
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém."
(Clarice Lispector, A lucidez perigosa)